Um hábito dos gaúchos pode ficar ainda mais caro nos próximos meses. Desde o início do ano, o quilo da erva-mate já subiu 30%. O risco de falta de produto para o chimarrão levou o quilo da folha verde valer tanto quanto o litro do petróleo. E o aumento não deve parar por aí.
A explicação para o fenômeno é simples: a área total plantada com a cultura reduziu 10 mil hectares nos últimos 10 anos no Rio Grande do Sul. Enquanto isso, as exportações cresceram: a erva-mate brasileira é exportada para 30 países.
Este ano, a safra da erva-mate está chegando ao fim. Nas indústrias, os estoques estão baixos. A previsão é de que o produto comece a faltar nas prateleiras dos supermercados a partir de outubro.
De acordo com o Sindicato da Indústria de Mate do Rio Grande do Sul (Sindimate), está é a crise mais grave no setor nos últimos 20 anos. Para tentar frear o aumento, as indústrias pedem a redução da carga tributária.
“(Queremos que) o governo nos auxilie colocando alíquota zero do PIS e do Cofins para erva-mate como tem em inúmeros produtos. E pedimos aos supermercados e atacadistas que também entendem a situação e reduzam um pouco os lucros”, diz o vice-presidente do Sindimate, Moacir João Tormem.
Novos ervais começaram a ser plantados no estado, mas só devem suprir a necessidade do mercado daqui a cinco anos. No fim das contas, quem paga mais é o consumidor: o quilo que hoje é vendido por R$ 10 reais deve chegar a R$ 12 até o fim do ano.











