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Itepa Faculdades reflete ação pastoral da Igreja

  • No início desta semana, na Itepa Faculdades, professores, acadêmicos, supervisores de pastoral e leigos participaram de um encontro pautado pelo reflexão sobre a missão da Igreja no mundo atual e os desafios para a ação pastoral.

 

Após momento de oração, Pe. Jair Carlesso, diretor da Itepa Faculdades, acolheu a todos os presentes, ressaltando a importância de refletir a ação pastoral da Igreja no contexto atual. Reflexão esta que precisa ocorrer, como lembrado pelos professores Pe. Ivanir Rodighero e Neri Mezadri, na comunidade eclesial, na comunidade formativa ou na família e no Curso de Teologia, como espaço privilegiado de sistematização desta reflexão.

Em forma de painel, leigos e sacerdotes propuseram algumas provocações para a discussão. Professora Selina Dal Moro lembrou que se vive uma sociedade, um contexto que desafia instituições como a família, a Igreja e o estado, de modo que isso caracteriza o fim de um tempo, uma passagem de época e, com isso, a necessidade de abertura a um novo tempo. Salientou que as mudanças neste cenário são constantes, profundas, universais e planetárias. Em meio a tudo isso, frisou a importância de se ter presente as raízes: “se não sei de onde venho, não sei para onde devo ir”, afirmou.

Pe. François, assistente-formador da comunidade dos seminaristas da Teologia da Diocese de Chapecó lembrou o convite ao diálogo, à comunicação com o diferente, com o Outro. Apontou a humildade evangélica como caminho para o enfrentamento dos desafios que se põe frente a ação evangelizadora da Igreja e à vivência do discipulado missionário. Ressaltou que a missão do agente de pastoral não é a de tornar Deus presente nas realidades, mas ser instrumento que possibilite que a presença de Deus possa ser perceptível em cada realidade. Como desafio, lembrou que “se estamos aqui, é para corresponder a uma esperança que nos foi confiada”.

A acadêmica da Itepa Faculdades Cláudia, trouxe presente a realidade sofrida do povo nordestino, destacando a pobreza e a situação desumana em que muitos vivem, sobretudo crianças que são obrigadas a trabalhar para auxiliar no sustento da família. Destacou o papel de mãe da Igreja frente a essa realidade e a postura de acolhida que o agente de pastoral precisa adotar.

Pe. Eberson refletiu sobre a perspectiva que a Igreja precisa assumir de olhar para “fora de si”, de pôr-se a serviço. Em sua fala, lembrou também de uma figura, usada pelo Papa Francisco: o hospital de campanha. Assim como um hospital de campanha, a ação pastoral apresenta-se como uma urgência, que não pode priorizar o julgar, mas o acolher os feridos.

Por fim, o coordenador de pastoral da Diocese de Chapecó, Pe. Marlo Tessaro, apontou para o perigo de deixar a fé se diluir. Como elemento de sustentação para uma profícua ação pastoral, destacou a formação permanente e de se perceber na simplicidade da vida e no serviço, a missão da Igreja. Frisou a importância de o agente de pastoral não se restringir a uma parte da Igreja, mas abraçar toda a Igreja em vista da realização do Reino.

 Fonte: Assessoria Itepa.

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