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A ineficiência no Brasil começa com a interferência política

O Canadense Robert Palter, diretor Global de infraestrutura da consultoria americana Mckinsey, fez as contas e concluiu: o mundo investirá 57 trilhões de dólares em infraestrutura té 2030 para sustentar o crescimento econômico. No Brasil, serão 3 trilhões de dólares. Um terço desse dinheiro deverá ser perdido para a ineficiência, que começa na interferência política.

Conforme Palter, todas as informações de uma concorrência têm de ser compartilhadas entre os competidores. Mas isso gera um problema: se alguma empresa quiser usar uma nova tecnologia, essa informação terá de ser repassada aos concorrentes. Resultado: adeus, inovação.

Robert Palter mostra em seu estudo que o setor da construção civil não ganhou produtividade nos últimos 25 anos, devido as leis trabalhistas e de segurança que aumentaram muito os custos das obras. Há lugares em que os sindicatos definem a atividade que cada empregado pode desempenhar.

Se um funcionário falta, outro não pode assumir seu lugar, e o trabalho é paralisado.

O Brasil tem elementos fundamentais para atrair investimento: urbanização, expansão da classe média e a necessidade de melhorar sua infraestrutura para conseguir crescer, mas a maioria dos projetos não tem viabilidade econômica. Toda a decisão de investimento, é preciso identificar os riscos políticos, econômicos e regulatórios.

Fonte: Revista Exame edição 1066 ano 48, n° 10. 28/05/14

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