A situação dos servidores do Hospital Beneficente Dr. César Santos (HBCS) foi repassada, na manhã dessa segunda-feira (30/06), ao Conselho Municipal de Saúde, em reunião realizada na sede do órgão, junto à Secretaria Municipal de Saúde. As reivindicações foram expostas aos representantes do Conselho pelos próprios trabalhadores da autarquia, bem como pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Passo Fundo – Simpasso, Marcelo Domingues Ebling.
O relato inicial feito pelo presidente foi um resgate de todo o processo de negociação junto ao Executivo pela equiparação com os servidores do quadro geral, por melhorias no Plano de Carreira e pela valorização dos trabalhadores. Marcelo Ebling também comentou sobre a dificuldade nas negociações, já que há morosidade por parte da Administração em dar uma resposta à categoria, mesmo após um dia de paralisação das atividades na sexta-feira passada (27/06). “É uma pauta que já vem sendo discutida há mais de três anos e é fruto de apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na fase atual, a negociação está aberta com o Executivo. Já entregamos a pauta com todos os itens em um anteprojeto finalizado com o Estatuto dos Servidores. O Executivo nos devolveu com uma série de restrições em relação ao que havíamos entregado. Até o momento não houve aceno da direção do hospital nem do Executivo, simplesmente se mantiveram silentes. Obviamente, a categoria está preparada para qualquer movimentação mais contundente de agora em diante. É inadmissível que a Administração tenha se valido de todos os meios e praticamente nada tenha sido apresentado”, disse. Marcelo frisou que o apoio do Conselho Municipal de Saúde é importante para alcançar os objetivos. “Toda a ajuda é bem vinda. Viemos aqui externar que não haverá recuo e que vamos avançar com apoio da comunidade. Um ponto chave é que a busca pela isonomia não é uma mera questão reivindicatória, é uma ilegalidade que o Hospital Municipal está cometendo, apontada pelo TCE, e isso já tem pelo menos quatro anos”, explicou.
Alguns servidores também expuseram suas preocupações, como o caso da equipe do raio-x. Pela lei federal, esses trabalhadores deveriam ter carga horária de 24h semanais, mas atuam 44h por semana. Essa irregularidade foi apontada pelo Simpasso e pela Comissão de Servidores, mas a alteração não foi contemplada no anteprojeto de lei enviado pelo Executivo. “O que queremos é sermos funcionários públicos, pois a diferença para os servidores do quadro geral é gritante”, disse uma servidora.
O Conselho Municipal de Saúde convidou o grupo e a diretoria do Simpasso para participar da próxima plenária, na semana que vem, onde os trabalhadores poderão expor a situação novamente. Para esta quarta-feira (02/07), uma nova paralisação dos servidores do HBCS está marcada, a partir das 10h.











