O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Gilmar Sossela, não conseguiu conter as lágrimas ao lembrar de sua infância no interior de Tapejara. O parlamentar, que é advogado, chorou ao recordar que com 11 anos parou de estudar para ajudar seu pai nos serviços da roça.
Ao falar sobre as ações mais recentes do Parlamento destacou o empenho para aprovar no Congresso Nacional um novo indexador para corrigir a dívida do Estado com a União. Em 1998, a dívida era de R$ 9,5 bilhões, já foram pagos R$ 23,7 bilhões e ainda faltam R$ 47 bilhões, devido a um indexador leonino que corrige a conta. A aprovação de uma nova proposta de correção continua tramitando no Congresso em Brasília.
Esse comprometimento dos recursos públicos inviabiliza investimentos. No ano passado foram investidos apenas R$ 300 milhões de todo o orçamento, enquanto foram pagos R$ 2,8 bilhões para amortizar a dívida com a União.
O déficit da Previdência Estadual também é uma preocupação do presidente da Assembleia. A cada ano o Estado aporta com R$ 6 bilhões para cobrir o rombo previdenciário. Apenas 2% dos servidores estaduais aposentados consomem 30% da arrecadação.
Segundo Sossela, o custo da Assembleia baixou. Antes, eram necessários 12 dias de arrecadação de ICMS para pagar as contas, hoje são necessários sete dias.











