Os professores das escolas de Ensino Fundamental e os assistentes e professores das escolas de Educação Infantil aderiram ao dia de mobilização e cruzaram os braços, na expectativa de conscientizar a comunidade sobre as dificuldades da rotina escolar e cobrar da Administração os direitos prometidos e há tanto tempo aguardados. A manifestação iniciou pela manhã, em cada unidade escolar, onde foram entregues panfletos aos pais de alunos contendo a pauta de reivindicações e a explicação sobre a paralisação. A diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Passo Fundo – Simpasso – através de seu presidente Marcelo Domingues Ebling, e do secretário geral, Everson da Luz, percorreram diversas escolas onde presenciaram o engajamento dos municipários e o apoio da comunidade à causa dos professores.
À tarde, a concentração marcada para a frente da prefeitura reuniu centenas de professores e assistentes que, portando faixas, apitos e usando roupas pretas demonstraram sua indignação com a demora por parte da Administração e da secretaria de Educação no atendimento do pleito da categoria. Se revezando no microfone, os servidores demonstraram que buscam, entre outros pedidos, o tratamento isonômico ao Ensino Fundamental e a Educação Infantil, revisão imediata do Plano de Carreira e do Estatuto do Magistério, pagamento do vale transporte em pecúnia e criação de níveis que contemplem as pós-graduações em mestrado e doutorado.
Durante o protesto, uma comissão formada por membros do Simpasso e do Centro Municipal dos Professores (CMP) foi recebida pelo Chefe de Gabinete da prefeitura, Gilberto Gosch, pelo secretário municipal de Educação, Edmilson Brandão, e pelo Procurador Geral do Município, Adolfo Freitas. O grupo buscava avançar nas negociações acerca de um cronograma para que as reivindicações do magistério fossem atendidas. Entretanto, o que se viu foi uma tentativa de protelação das demandas, com a explicação de que com a ausência do prefeito haveria dificuldade em estabelecer prazos e dar respostas. O presidente do Simpasso, Marcelo Ebling, lembrou que a meta da reunião era obter respostas para a categoria e que, pelo fato de a pauta já ter sido repassada ao Executivo há um bom tempo, não é mais possível esperar. “Não houve respostas efetivas por parte do governo. Entendemos que o diálogo está tendo um ruído e esse diálogo precisa ser estreitado. Mas essa fatura será cobrada ainda na administração Luciano Azevedo”, declarou.
Os representantes da Administração se comprometeram em convocar Simpasso e CMP na segunda quinzena de setembro, após um curso de formação realizado em Porto Alegre, que vai definir diretrizes para o Plano Municipal de Educação. Depois disso, os pedidos do magistério começarão a ser analisados em conjunto.
Ao final da manifestação, o Simpasso também se fez presente na reunião ordinária da Câmara de Vereadores de Passo Fundo, onde alguns parlamentares citaram a busca pela valorização por parte do magistério municipal.