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Ação da soja transgênica será julgada e envolve R$ 18 bilhões

Está marcada para o próximo dia 24,  no Tribunal de Justiça, em Porto Alegre (Segunda Instância), o julgamento da ação contra o pagamento de royalties sobre a soja transgênica.  O processo foi movido inicialmente pelos Sindicatos Rurais de Passo Fundo, Sertão e Santiago. Mais tarde outros 40 Sindicatos Rurais e todos os Sindicatos de Trabalhadores Rurais via Fetag, se associaram à causa. 

Eles reclamam o pagamento de royalties na venda  sobre a soja geneticamente modificada à Monsanto, companhia detendora da tecnologia.  O advogado Neri Perin alegou  que o pagamento foi indevido porque quando o produtor compra a soja do sementeiro ele paga royalties e que a lei permite que o produtor possa cultivar a semente que colheu na sua lavoura. Por esse entendimento o pagamento pela patente fica acertado na primeira compra da semente. 

A Monsanto, no entanto, tem outro compreensão do caso e cobrava cerca de 2% sobre o valor da venda, na chamada moega, ou seja,  quando o sojicultor fazia a venda no cerealista ou na cooperativa.  Essa cobrança foi executada durante 10 anos e envolve a cifra de R$ 18 bilhões no país.
 

Trata-se de uma segunda instância esse julgamento. Qualquer que seja a decisão,  o futuro será no Superior Tribunal de Justiça,  mas Perin,  considera essa etapa  a mais importante acreditando que em Brasília os ministros sigam o caminho dos desembargadores. Em primeira instância os produtores já ganharam a ação.  De Passo Fundo, será organizada uma excursão à capital para acomanhar o julgamento , às 14 horas.

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