A cultura do trigo é bastante afetada por uma série de adversidades, como doenças, pragas e clima. Dentre estes fatores o que mais preocupa o produtor são as doenças de espiga, dentre as quais se destacam a Giberela e a Brusone, visto que elas são responsáveis pelos danos diretos na produção, por afetarem a qualidade do grão, reduzindo o peso e prejudicando a aparência, além de produzir micotoxinas pelo fungo, tornando-se tóxica ao homem e aos animais. Porém há uma grande dificuldade por parte do produtor na diferenciação destas doenças, pelo fato de serem semelhantes no que se refere a visual do sintoma.
A giberela ou fusariose é uma doença causada pelo fungo Gibberella Zeae, e costuma atacar desde o espigamento, é favorecida pelo clima quente e úmido. Já a Brusone é causada pelo fungo Pyricularia grisea e também é favorecida pelo clima quente, úmido e longo molhamento por orvalho. Os danos causados são muitas vezes subestimados pelo produtor, pois são grãos pequenos, deformados e leves, o que faz com que seja eliminado nos processos de trilha, desta forma o produtor não percebe os reais impactos na produção.
A dificuldade na diferenciação dos sintomas de cada doença se dá pelo fato de que as duas apresentam a descoloração das espiguetas deixando um aspecto esbranquiçado. Mas o principal diferencial dentre elas é o sentido das aristas, no caso da Giberela as aristas são alteradas, enquanto na Brusone não apresentam mudança. Esta pode ser a maneira mais prática para o agricultor fazer um diagnóstico rápido na lavoura.
Quanto ao controle químico destas doenças, por mais que se tenha produtos registrados, em geral são de baixa eficiência, estudos indicam que é necessário fazer o controle preventivo, com fungicidas á base de triazóis e estrubirulinas, principalmente quando se tem previsões de grandes períodos de chuva, o que vai favorecer a entrada do fungo.
Na foto Paulo Ricardo da Costa, Técnico em Agropecuária e estudando do 6º semestre de agronomia no IFRS-Campus Sertão.











