O vice-governador gaúcho, José Paulo Cairoli, disse nessa terça-feira, em Lajeado, na caravana da transparência, que o governo do Estado, vai enviar um projeto para a Assembleia Legislativa, com o objetivo de amenizar o problema dos gastos do tesouro estadual com as aposentadorias precoces. Do total de gastos hoje com servidores no Rio Grande do Sul, 46,6% são com os chamados ativos, ou seja, aqueles que ainda estão trabalhando e 54,4% com aposentados. Ou seja, o gasto com os que estão em casa é quase 10% maior de com aqueles que encontram-se no trabalho. Isso, por causa das aposentadorias precoces. São beneficiados com a lei, principalmente, policiais militares e civis e professores. Muitos se aposentam com apenas 25 anos de contribuição. Na Brigada Militar, acontece o fato mais grave. Um exemplo, é que tem apenas 24 coronéis na ativa, mas o Estado paga aposentadoria para mais de 200, porque se aposentam precocemente.
Cairoli, esclareceu que o direito de quem já está concursado será preservado. Vamos plantar uma semente para colher os frutos no futuro, disse ele. Ou seja, a proposta que será enviada à Assembleia é para aumentar o tempo de contribuição dos futuros concursados. A Previdência Estadual acumula um déficit de mais de R$ 7 bilhões. A expectativa de vida no Rio Grande do Sul se aproxima dos 80 anos e muitos servidores continuam se aposentando na faixa de 50 anos. Não existe fundo previdenciário que resista. A proposta será polêmica. As corporações sindicais farão lobby no parlamento contra a aprovação da matéria. Mas, não existe outra saída, dependerá da sensibilidade do Parlamento.