Ocorreu na noite dessa quinta-feira em Passo Fundo, na antiga fábrica de latas do Grupo Bertol, a inauguração de uma unidade da GSI. A empresa vai fabricar silos para armazenagem de grãos. Conforme entrevista do diretor geral da companhia para a América Latina, Piero Abbondi, a escolha de Passo Fundo se deu pelo fato de ter conseguido um prédio de 11 mil metros quadrados e pela proximidade de Marau, onde há outra fábrica, sendo que o trabalho de uma vai complementar a outra, além da estrutura que a cidade oferece.
A GSI adquiriu anos atrás a Ave Marau, mas enfrentou dificuldades para se expandir na cidade vizinha porque a fábrica está espremida entre a um rio e a RS-324.
A companhia está presente em diversos países do mundo. Tem uma destacada presença no mercado de equipamentos para aviários e para a suinocultura, onde emprega tecnologias que auxiliam no aumento da produção e produtividade. Integra também a AGCO, fabricantes dos tratores e colheitadeiras Valtra e Massey Fergusson.
Em Passo Fundo, o negócio é silos. O Brasil tem capacidade, hoje, para estocar apenas 57% do seu volume de grãos produzidos que chega a 200 milhões de toneladas. A FAO, órgão da ONU para a segurança alimentar, preconiza a necessidade de armazenagem de 100% da produção. O Brasil paga preço alto por essa deficiência, com engarrafamento de caminhões nas rodovias e portos. Toda a cadeia produtiva, sem estocagem, sujeita-se ao preço do momento ofertado pelo produto. No caso do trigo, não se consegue fazer segregação e a indústria acaba importando. A GSI aposta no plano do governo de incentivos a construção de armazéns. Existe, inclusive, uma linha de crédito específica com juros de apenas 4% ao ano. O diretor de vendas José Luiz Viscardi Junior aguarda com expectativa a manutenção desse financiamento no novo plano safra.
Abbondi, disse que a exemplo do produtor norte americano, é preciso que o produtor brasileiro invista na estrutura de armazenagem para agregar valor ao seu produto. A empresa produz sistema de aquecimento com abastecimento de lenhas automático e também com limpeza automatizada para evitar risco de acidentes.
Serão grados inicialmente, em Passo Fundo, 60 empregos. O investimento local é de R$ 18 milhões. As instalações são locadas do Bertol.











