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Semeato está com salários atrasados e não repassa FGTS desde 2006

A Semeato Máquinas Agrícolas, de Passo Fundo, está com três meses de salários atrasados a pelo menos 700 funcionários e não faz os repasses ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) desde o ano de 2006. As informações são do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Fabricação de Máquinas Agrícolas de Passo Fundo, Alcedir de Andrade. Segundo ele, a empresa não fez qualquer tipo de comunicado aos funcionários sobre o não pagamento dos salários, que foram até o sindicato para comunicar o ocorrido.

“Essas informações procedem. Os que ganham até R$ 1.610  receberam no 5º dia útil e o restante dos funcionários não. Além disso, muitos saíram de férias e não receberam os valores. Há problemas também com as recisões de contrato porque muitos foram demitidos até o dia 5 e não foram feitas as recisões porque a empresa alega que não tem dinheiro”.

De acordo com Alcedir, o sindicato já pediu diversas reuniões com a empresa e na segunda, marcada para o dia 28 de abril, a empresa pediu cancelamento. “Eles pediram o cancelamento 15 minutos antes porque uma das diretoras não iria poder participar. Estamos aguardando uma posição da empresa para que possamos sentar e conversar sobre o que está acontecendo com relação a essa falta de pagamentos dos salários e dos repasses ao FGTS”.

Havia ainda alguns trabalhadores que estavam fazendo curso no Senai e também foram demitidos e que agora ficam com créditos para receber da empresa. “Por isso é importante que a empresa explique o que está acontecendo, aos funcionários. Eles ligam aqui para o sindicato, mas nós não temos mais informações para passar”, diz Alcedir. O presidente do sindicato diz também que essa situação deve permanecer até o mês de outubro pelo menos, quando a empresa deve fechar um grande contrato para a venda de máquinas.

“Já fizemos denúncia ao Ministério Público e ao Ministério Público do Trabalho com relação ao que está acontecendo. E se caso esse grande contrato não seja fechado? Os trabalhadores precisam colocar o alimento na mesa, mas a empresa continua pagando para quem ganha menos, por isso é que não há manifestações em frente à fábrica”. Em 2006, segundo Alcedir, a Semeato precisou pegar um empréstimo, que foi feito em nome dos funcionários, para que eles pudessem receber seus salários. “Com isso, muitos dos trabalhadores tiveram seus nomes incluídos no Serviço de Proteção ao Crèdito (SPC), por falta de pagamentos dos empréstimos”, finaliza.

A reportagem da Planalto AM entrou em contato com a empresa Semeato na tarde de quinta-feira, 14 por diversas vezes e foi informada por meio de uma advogada, que trabalha no departamento jurídico, que no momento não haveria qualquer tipo de manifestação por parte da Semeato sobre o assunto.

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