O produtor rural Antonio Orth, foi empossado para mais um mandato frente ao Sindicato Rural de Sertão e Coxilha, ontem à noite. A solenidade, contou com a presença de presidentes de sindicatos rurais da região, prefeito Marcelo Dagostini, vice-prefeito Adelar Mossi Antunes, Francisco Chardom, diretor da Farsul, e do deputado federal Luiz Carlos Hainz, PP. Orth(na foto com as mãos apoiadas nas cadeiras), disse que quando assumiu a entidade, 15 anos atrás, havia apenas documentos. Hoje, tem uma sede administrativa e social com salão de festas, uma área de três hectares com parque de exposições. Ele aproveitou para convidar para a Expo Sertão que ocorrerá no mês de dezembro próximo.
Chardom, aproveitou a presença de representantes da segurança pública para clamar por esse apoio. Segundo Chardom, hoje a insegurança é um dos principais problemas no campo. “Na região do arroz, na fronteira, não podemos colocar um litro de defensivo agrícola na caminhonete que os assaltantes saem atrás”, disse ele.
Hainz, disse que o Plano Safra deverá ser de R$ 190 bilhões, e que os juros serão entre 2% e 3% maiores. Pediu cautela aos produtores na aquisição de financiamentos. Lamentou que senadores, inclusive, apoiados por ele como Aécio Neves tenham subscrito uma proposição no Senado contra a PEC 215. A PEC 215 determina que o Congresso também seja ouvido quando for desapropriar terras de produtores rurais para assentamento indígena. Hoje, as desapropriações seguem o caminho unilateral do Executivo, Funai, Ministério da Justiça e Palácio do Planalto. Os senadores gaúchos Lasier Martins, PDT e Paulo Paim, PT, também assinaram contra a PEC 215. “Eles não conhecem a matéria, vamos convencer eles que estão errados”, disse Hainz. Por outro lado, existe uma iniciativa para dar andamento a PEC 71 que tramita no Senado e que determina que o governo só poderá desapropriar terras quando tiver dinheiro para indenizar os produtores. Hoje, pagam somente a benfeitoria que, normalmente, tem valor irrisório. Em Getúlio Vargas, por exemplo, está em processo, a desapropriação de 4.200 hectares. Para indenizar uma área dessa a R$ 50 mil o hectare, o governo terá que, antes, alocar recursos da ordem de R$ 210 milhões.