Uma parceria entre a UPF e o Instituto de Educação no Agronegócio, de Porto Alegre, trouxe a Passo Fundo uma série de palestras voltadas para o setor agrícola e pecuário. O centro de eventos da UPF, recebeu produtores, lideranças e alunos de cursos ligados ao setor. O reitor José Carlos Carles de Sousa destacou a importância do agronegócio para a universidade e para a economia regional. Enumerou os diversos cursos ligados à produção agrícola e pecuária oferecidos pela instituição como Agronomia, Veterinária, Gestão em Agronegócio, Biologia, dentre outros. Em época de crise, o agronegócio sempre se destaca e encontra alternativas, disse ele.
Um dos palestrantes foi o desembargador aposentado Wellington Pacheco de Barros. Ele chamou a atenção ao falar sobre a obrigatoriedade de os proprietários rurais realizarem o CAR, Cadastro Ambiental Rural. Perguntando pela reportagem da Planalto sobre a resistência do produtor, já que menos de 1% fez o CAR até o ano passado, ele respondeu que faz parte do atavismo, da luta do gaúcho pela terra. “O CAR significa assinar um termo que parte de sua propriedade é de interesse público”, disse ele. O novo Código Ambiental limitou o uso da terra. No CAR, o produtor vai ter que dizer que 20% de sua terra é de reserva legal( no caso do Pampa Gaúcho), que vai destinar parte para APP, Área de Preservação Permanente para o meio ambiente. Faz parte da cultura do proprietário fazer o que quer com a sua propriedade. O Código Ambiental limitou esse direito. É contra isso que o produtor resiste, complementou o desembargador. E complementou afirmando que um pouco de cautela nunca faz mal a ninguém, sugerindo ao produtor que pode esperar mais um pouco porque há iniciativas no Congresso Nacional para mudar a lei. Ele lembrou a frase ouvida de um produtor gaúcho de que os ambientalistas conseguiram interferir na propriedade privada e isso poderá ser mudado.
Outro palestrante foi o professor Lucildo Ahlert, mestre em engenharia de produção. Ele discorreu sobre a sucessão familiar. A dificuldade existente hoje reside principalmente no pai que não permite que o filho participe da renda da propriedade. Todo o dinheiro vai para a conta do pai. “O filho trabalha e não vai se conformar com 50 reais”, disse o palestrante. Aí ele se encanta por salários do comércio e vai embora para a cidade.











