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Presidente da Codepas afirma que situação será levada ao tribunal

Diante da paralisação das atividades pelos funcionários da Companhia de Desenvolvimento de Passo Fundo (Codepas) – divisões de transporte, recolhimento de lixo e monitoramento de trânsito – na manhã desta quarta-feira, 10, o presidente da empresa, Tadeu Karczeski, afirmou que o dissídio deve ser levado ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), para que uma decisão seja tomada.

Tadeu afirma que, assim como a população usuária do transporte público da Codepas, foi pego de surpresa com a paralisação, que segundo ele, acontece de forma ilegal. “Primeiro que essa greve acontece de forma ilegal porque precisa ser comunicada pelo menos 72 horas antes.

Segundo que, a Codepas é uma das empresas que melhor para salários e vale-alimentação (tickets). Os nossos funcionários tiveram um aumento de 30% e o que estamos querendo é apenas fazer com que o vale seja pago de forma diária, que é o que manda a lei”, diz.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano (Sindiurb), de Passo Fundo, Miguel Valdir dos Santos Silva, os trabalhadores vão seguir lutando para que o ticket continue como está, ou seja, sendo pago de mensalmente, porque, segundo ele, se mudar a forma de pagamento, os funcionários vão sair perdendo.

“Nós vamos aguardar então a resposta do Tribunal para avaliar qual decisão vamos tomar. Porque não mudam também a forma de pagamento dos tickets aos funcionários da prefeitura?”, questiona.

A paralisação começou ainda nas primeiras horas da manhã, com a realização de uma assembleia dos funcionários ainda às 5h30, em que eles decidiram por não ocuparem seus postos de trabalho até que ouvissem um posicionamento oficial da empresa. Em uma decisão conjunta, funcionários da empresa e direção do sindicato foram até a câmara de vereadores, apresentar o problema para os legisladores que fazem parte da Comissão de Educação e Bem Estar Social (Cebes), para que eles pudessem ajudá-los com relação ao valor dos vales-alimentação. Apresentada a palavra oficial por parte do presidente da empresa, funcionários e sindicato decidiram por manter a paralisação por tempo indeterminado.

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