O município de Passo Fundo está prestes a contratar 218 funcionários terceirizados. A notícia, que a princípio parece não fazer grande diferença, vai impactar diretamente no seu bolso. O edital prevê a despesa de R$ 4.840.237,95 em um ano. Isso mesmo: quase cinco milhões de reais em funcionários terceirizados, contratados por uma empresa que pode vir de qualquer lugar do Brasil, já que o processo licitatório é via pregão eletrônico. Não temos a garantia de que esses empregos irão beneficiar trabalhadores passo-fundenses.
É uma forma clara de privatizar gradativamente o serviço público no município.
Além disso, o Executivo pretende contratar 130 auxiliares de limpeza, a um custo de mais de R$ 1.800 mensais. Essa medida é a flagrante contradição com a decisão da Administração Azevedo de extinguir, no final de 2013, os cargos de serventes do quadro de servidores municipais.
O maior espanto é quanto à diferença percentual de 60,84% que o município pagará a mais pela prestação do serviço licitado, revelando-se uma forma de administrar com desperdício do dinheiro público.
Estranhamos ainda a posição do vice-prefeito Juliano Roso, que integra a Administração Azevedo: há poucos dias Roso entregou uma carta ao senador Paulo Paim, demonstrando sua preocupação como deputado estadual, e trazendo sua contrariedade ao projeto de terceirizações que tramita em Brasília. Entretanto, quando o mesmo assunto foi pauta de discussão em sua terra, Passo Fundo, nada foi dito. Será que a política se sobrepõe aos interesses dos trabalhadores e do próprio município?
O Simpasso se opõe firmemente à iniciativa de terceirizar postos de trabalho, tendo em vista o custo altíssimo que a iniciativa representa aos cofres do município, ao mesmo tempo em que o Executivo extingue cargos que poderiam evitar esses gastos exorbitantes.











