Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (15), os advogados do deputado Diógenes Basegio (PDT) apresentaram a defesa prévia do parlamentar, que é alvo de ação na Comissão de Ética Parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Basegio não participou do encontro.
Os advogados Ricardo Giuliani e Felipe de Oliveira Moreira, que representam o deputado das acusações da corregedoria, pedem mais tempo para a defesa e fizeram críticas à condução do processo. “Pedimos o direito a defesa. Entendo a urgência do parlamento em apresentar respostas a sociedade, mas a palavra jurisprudência já sinaliza que se precisa de prudência”, afirmou Giuliani.
Basegio foi alvo de denúncia veiculada no programa Fantástico, da Rede Globo, de envolvimento em um esquema de extorsão de salários de funcionários a partir de depoimentos de um ex-assessor, Neuromar Gatto. O processo aberto pelo corregedor da Casa, deputado Marlon Santos (PDT), questiona o fato de Basegio ter demitido o assessor por irregularidades mas não ter feito denúncias ao Ministério Público ou à polícia e também de supostamente ter admitido em entrevista a uma rádio do interior de manter uma funcionária fantasma em seu gabinete.
Em um documento de seis páginas, os advogados questionam os procedimentos de condução do processo e acreditam que houve excesso nas acusações “na busca da apoteótica cassação”. O texto solicita ainda que sejam feitas três diligências – uma delas solicitando que o veículo responsável pela reportagem apresente a cópia integral, sem corte ou edições, da reportagem com as denúncias.
Foto: Warger Miranda.
Créditos: Jornal do Commércio.