O Grupo de Pele do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, desde 2008 atua de forma multiprofissional na prevenção e tratamento de feridas de pele, como úlceras e queimaduras. Formado por psicólogo, enfermeiros, nutricionistas, farmacêutico e médico, o Grupo realiza atendimentos a pacientes internados e também ambulatoriais. Em 2014, mais de 1000 pacientes receberam atendimento no Ambulatório do SUS, e aproximadamente 80 por mês, nos postos de internação. O Grupo de Pele atua no HSVP com protocolos específicos, sendo que os profissionais buscam sempre aprimorar e atualizar as técnicas e conhecimentos, visando otimizar os resultados e melhor atender os pacientes. Neste sentido, recentemente passou a fazer o uso de um moderno curativo para o tratamento de feridas, que tem como benefícios maior rapidez na cicatrização e recuperação.
O coordenador do grupo, Michael Amarante explica que o curativo de pressão negativa, é um curativo de princípio físico, onde uma esponja especial é colocada sobre a área lesionada e ligada a um aparelho onde se realiza a programação da sucção do tecido lesado, estimulando a divisão celular. “O uso deste curativo tecnológico permite programar a pressão da sucção e também monitorar a ferida. Os estudos indicam que a pressão deve ser 125 milímetros de mercúrio, mas avaliamos todos os casos e definimos o que será melhor para o paciente. O curativo de pressão negativa pode ser utilizado de forma contínua ou intermitente. Na forma contínua mantêm-se uma pressão constante, já na forma intermitente é possível programar para que a máquina faça sucção por exemplo por dois minutos e, pare por cinco minutos”, enfatiza Michael, ressaltando que este curativo só pode ser realizado por um profissional especializado. “Essa técnica deve ser feita por um profissional capacitado, de forma ambulatorial ou cirúrgica. Além disso, permite que o paciente use no hospital ou em casa, pois a máquina comunica se houver alguma alteração com o curativo”, enfatiza o enfermeiro, explicando que a troca deste curativo deve ocorrer a cada quadro dias.
O curativo de pressão negativa, conforme Michael é indicado para feridas profundas com grande perda de tecido, como por exemplo úlceras por pressão, mediastinites, pós-enxerto, entre outros, conforme avaliação de um profissional. “O maior benefício do uso desta técnica é a diminuição do tempo de permanência do paciente no hospital ou a diminuição do tempo de recuperação, caso esteja em casa. Além de que, é um curativo de sistema fechado, sem vazamentos e que não traz desconfortos para o paciente”, pontua o especialista, salientando que quando se estimula a produção dos tecidos em tempo rápido é possível impactar em tempo de permanência e assim, reduzir outros riscos.
Atualização do conhecimento
Com o objetivo de qualificar a assistência no que se refere ao tratamento de feridas de pacientes internados e/ou egressos, o Grupo de Pele promove no mês de setembro, o II Simpósio de prevenção de Tratamento de Lesões Cutâneas . O simpósio é um evento multidisciplinar, que visa proporcionar atualização e divulgação de avanços técnico-científicos aos profissionais, e maior qualidade de vida aos pacientes.
Conforme Michael, o tema central desta edição é a prevenção. “Teremos grandes nomes a nível nacional, como o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, também vamos abordar assuntos como, feridas no paciente oncológico, nutrição no processo de cicatrização, inovações para os tratamentos entre outros”, destaca Michael, informando que as incrições para o II Simpósio vão estar disponíveis a partir de agosto no site www.hsvp.com.br .