A CSN, Companhia Siderúrgica Nacional, que é privada, e adquiriu a CEEE Geradora, no Rio Grande do Sul, está notificando proprietários da orla da Barragem do Capingui. A companhia está entregando uma notificação extrajudicial e oferece prazo de 30 dias para proprietários se retirararem do local e retirarem as construções e outros empreendimentos.
Ao contrário, a empresa afirma que vai encaminhar os casos ao Judiciário. A barragem tem centenas de casas, muitas de alto valor, com três e quatro pisos. Tempos atrás, a própria CEEE Geradora já havia feito notificações desse tipo.
O Clube Náutico Capingui é o maior empreendimento da orla, com 160 associados. O presidente Clademir Francisco Poleto disse que a entidade não foi notificada. Ele lembra que a barragem tornou-se um grande ponto turístico, com geração de emprego e renda e que a geração de energia elétrica é muito pequena. Poletto tranquiliza os associados com relação ao fato.
Os empreendimentos partiram de venda de terrenos de proprietários que tinham as terras nas margens do lago. A grande maioria dos proprietários dispõe apenas de contratos de compra e venda dos imóveis. A barragem banha os municípios de Mato Castelhano e Marau.
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