Na manhã da sexta-feira (12), a Polícia Civil de Marau apresentou os detalhes da Operação Taxímetro, ação que resultou na prisão de quatro suspeitos envolvidos no desaparecimento e na morte do taxista Renan Miotto. Em entrevista à reportagem do Grupo Planalto de Comunicação, o delegado de polícia de Marau, Norberto Rodrigues, confirmou que Renan foi morto em um crime motivado por uma disputa entre grupos rivais do tráfico de drogas que atuam na região.
O delegado detalhou que Renan integrava um grupo paralelo ao tráfico dominante, organização já investigada na Operação Lista VIP, deflagrada no dia 11 de setembro. Esse grupo atendia usuários de maior poder aquisitivo e atuava à margem da facção que controla o tráfico na região. Após a operação, houve uma ruptura interna e, seis dias depois, Renan desapareceu, no dia 17 de setembro. A Polícia Civil reuniu imagens que mostram o taxista deixando a cidade por volta das 19h50. No dia seguinte, o veículo Fox prata da vítima foi localizado queimado no interior de Água Santa. Documentos descartados e manchas de sangue humano foram encontrados nas proximidades.
Durante a entrevista, o delegado ressaltou que a investigação reuniu elementos suficientes para apontar três suspeitos diretamente envolvidos na execução. As ordens judiciais cumpridas nesta sexta-feira resultaram em quatro prisões, sendo três em Marau e uma em Iraquara, na Bahia, onde um dos investigados havia fugido após os primeiros desdobramentos do caso. A localização e prisão desse suspeito só foram possíveis graças ao trabalho conjunto entre a Polícia Civil e a Polícia Militar da Bahia, conforme destacou Rodrigues.
Além das prisões preventivas relacionadas ao homicídio, outras duas prisões ocorreram em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Durante as buscas, os policiais apreenderam cocaína, crack, munições, balanças de precisão e embalagens utilizadas na comercialização de entorpecentes.
O delegado afirmou que o inquérito segue em andamento, principalmente na tentativa de localizar o corpo de Renan. Segundo ele, a região onde o crime ocorreu é extensa e a organização criminosa costuma ocultar cadáveres para dificultar as investigações. Mesmo assim, afirmou manter a expectativa de encontrar a vítima, especialmente caso algum dos presos opte por colaborar em troca de eventuais benefícios legais.
Rodrigues também destacou que a Operação Taxímetro é um desdobramento direto da Operação Lista VIP e que os presos fazem parte do mesmo grupo do taxista, uma organização paralela ao tráfico dominante que já havia sofrido prisões em setembro, incluindo a captura de um suspeito apontado como mandante, em Camboriú, Santa Catarina.
Durante a entrevista, o delegado reforçou que o tráfico de drogas em Marau permanece sob controle das forças de segurança e que quase todas as lideranças locais do crime estão presas. Ele afirmou que não há áreas dominadas por facções onde a polícia não consiga atuar, destacando que a Polícia Civil e a Brigada Militar mantêm domínio total do território. Segundo ele, os crimes violentos registrados nos últimos meses, incluindo um homicídio recente no Centro da cidade, têm ligação direta com disputas internas do tráfico.
O delegado ainda salientou que a investigação da morte de Renan Miotto se soma a outras operações de grande porte realizadas pela Delegacia de Polícia de Marau neste segundo semestre, que resultaram em prisões, elucidação de homicídios e desarticulação de ramificações criminosas na região. Ele afirmou que a polícia continuará atuando com rigor para impedir o fortalecimento de organizações criminosas e manter a segurança da comunidade.
A Polícia Civil segue investigando a participação de cada suspeito no crime e trabalha para concluir o inquérito com a localização do corpo do taxista.
Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação














