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Conab realiza leilões para apoiar escoamento de arroz e trigo na região Sul Operações ocorrem na segunda-feira (22) e vão beneficiar produtores do PR, RS e SC, com mais de 640 mil toneladas dos grãos incluídas nas ações

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza na segunda-feira (22) uma série de leilões públicos para apoiar o escoamento da produção de arroz e trigo na região Sul do Brasil. As operações vão contemplar produtores dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, envolvendo 198,53 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 e 444,92 mil toneladas de arroz da safra 2024/25.

As ações ocorrerão por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe) e incluem leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP). Os avisos com as regras para participação foram divulgados pela estatal no dia 15.

Os primeiros leilões serão destinados ao trigo. Inicialmente, será realizado o pregão de Pepro, voltado diretamente aos agricultores. Em seguida, o volume remanescente será ofertado por meio do PEP. Após a conclusão das operações com o trigo, a Conab dará início aos leilões voltados ao arroz, seguindo a mesma sistemática: primeiro o Pepro e, depois, o PEP para o saldo não negociado.

Caso a totalidade dos volumes previstos não seja comercializada no dia 22, os saldos remanescentes — tanto do trigo quanto do arroz — serão reofertados na terça-feira (23).

No caso do PEP, indústrias de beneficiamento e comerciantes de cereais devem comprovar a compra dos grãos pelo preço mínimo estabelecido pelo governo federal e o correto escoamento do produto para receber o prêmio. Já no Pepro, o benefício é pago diretamente ao produtor rural ou à cooperativa que comprove a produção e a venda ou o escoamento dos grãos conforme as regras dos editais.

Para participar dos leilões, é necessário estar inscrito em Bolsa de Mercadorias, com cadastro regular no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) da Conab, no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), entre outras exigências.

As operações fazem parte da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e têm como objetivo reduzir oscilações na renda dos produtores rurais, assegurar uma remuneração mínima e contribuir para a regularidade do abastecimento nacional.

A medida foi autorizada pelas Portarias Interministeriais nº 31/2025 e nº 32/2025, assinadas pelos Ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Agricultura e Pecuária, que destinam até R$ 167 milhões para as operações.

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