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Patrulha Maria da Penha do 3º RPMon reforça proteção às mulheres e mantém índice zero de feminicídios entre vítimas acompanhadas Atuação da Brigada Militar alia fiscalização contínua, presença preventiva e acompanhamento humanizado em toda a região

A Patrulha Maria da Penha do 3º Regimento de Polícia Montada (3º RPMon), com sede em Passo Fundo, é uma das principais ferramentas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher na região norte do estado. Dados obtidos pelo repórter Jeferson Vargas, atualizados em 31 de dezembro de 2025, demonstram que, entre os anos de 2024 e 2025, o trabalho desenvolvido pela Brigada Militar, por meio de ações permanentes de fiscalização, acompanhamento de vítimas e prevenção de crimes violentos, apresenta um saldo expressivamente positivo.

Em 2024, a Patrulha realizou 1.304 fiscalizações de medidas protetivas de urgência, sendo 1.173 na sede do comando, em Passo Fundo, e 131 em municípios do interior. No mesmo período, 1.399 vítimas foram acompanhadas diretamente pelas equipes, com atenção constante às situações de risco e monitoramento do cumprimento das decisões judiciais. Um dado que chama atenção é a inexistência de registros de feminicídio envolvendo vítimas acompanhadas pela Brigada Militar ou relacionados a medidas protetivas fiscalizadas ao longo de todo o ano.

No ano de 2025, mesmo com ajustes operacionais e reorganização das demandas, a Patrulha Maria da Penha manteve atuação expressiva. Foram 1.098 fiscalizações, sendo 961 realizadas em Passo Fundo e 137 no interior, além do acompanhamento de 1.108 vítimas. O número evidencia o alcance do serviço e a confiança das mulheres no trabalho realizado pela corporação. Assim como em 2024, não houve registro de feminicídios relacionados a vítimas acompanhadas ou a medidas protetivas monitoradas.

Outro indicador positivo que reforça a importância da Patrulha é o volume de ocorrências gerais atendidas pela Brigada Militar na área do 3º RPMon. Em 2024, foram 1.396 registros, enquanto em 2025 o número subiu para 1.505, demonstrando aumento da demanda policial e a necessidade de uma presença cada vez mais qualificada e preventiva nas comunidades.

As Medidas Protetivas de Urgência recebidas, deferidas pelo Poder Judiciário com despacho para acompanhamento policial, somaram 1.315 casos em 2024, sendo 764 na sede, em Passo Fundo, e 111 no interior. Em 2025, foram 1.098 medidas, com 961 na sede e 137 no interior. O atendimento fora do município-sede abrange municípios como Tapejara, Pontão, Santa Cecília do Sul, Água Santa, Ernestina, Coxilha, Mato Castelhano e Charrua, garantindo que a proteção chegue também às regiões mais distantes.

 

A Patrulha Maria da Penha atua de forma estratégica, indo além da fiscalização formal. O trabalho envolve visitas periódicas às vítimas, orientação, escuta qualificada, verificação do cumprimento das medidas protetivas e resposta imediata diante de qualquer indício de descumprimento ou agravamento da situação. Essa atuação próxima e contínua é considerada essencial para a prevenção de crimes mais graves, como lesões graves e feminicídios.

O subcomandante do 3º RPMon, tenente-coronel Jeferson Miguel, destacou em entrevista à reportagem que os dados de ocorrências gerais referem-se exclusivamente aos registros da Brigada Militar, não incluindo informações da Polícia Civil. Segundo ele, mesmo assim, os números demonstram a efetividade do trabalho preventivo. “A Patrulha Maria da Penha tem um papel fundamental na preservação da vida. A presença constante, o acompanhamento próximo das vítimas e a fiscalização rigorosa das medidas protetivas fazem a diferença e evitam que situações de violência evoluam para casos mais graves”, ressaltou o comandante, acrescentando que a atuação integrada e o compromisso dos policiais são decisivos para os resultados alcançados.

O trabalho da Patrulha Maria da Penha reafirma o compromisso da Brigada Militar em Passo Fundo, com a segurança pública, a defesa dos direitos das mulheres e a construção de uma cultura de prevenção à violência doméstica, evidenciando que a presença policial qualificada e humanizada é decisiva para salvar vidas e interromper ciclos de violência.

Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação

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