Na manhã desta quarta-feira (14), o homem acusado de causar o grave acidente de trânsito registrado no domingo (11), na RSC-153, em Passo Fundo, se apresentou na Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), acompanhado do advogado Wellington Gnoatto e da mãe. Ele prestou depoimento e apresentou sua versão dos fatos à Polícia Civil.
Segundo a delegada Daniela de Oliveira Minetto, titular da delegacia, o homem relatou que havia participado de uma festa de comunidade com a mãe e, ao final do evento, conduzia a caminhonete GM Blazer para levá-la até a residência. Durante o trajeto, ao tentar realizar uma conversão à esquerda, teria pedido auxílio da mãe para verificar o fluxo de veículos. Conforme o depoimento, ambos entenderam que a pista estava livre, momento em que ocorreu a colisão com a motocicleta. Ele afirmou que não percebeu a aproximação da moto.
Ainda conforme a delegada, após o impacto, a mãe deixou o local a pé, nervosa, em direção à residência. O homem relatou que permaneceu por alguns instantes, mas que, ao visualizar as vítimas gravemente feridas, a aglomeração de pessoas e diante de hostilidades que afirma ter sofrido, acabou indo até a casa da mãe, alegando estar em estado de choque. Ele não retornou ao local do acidente.
A delegada esclareceu que não houve prisão neste momento. Conforme alinhado com a defesa, o homem se apresentou de forma voluntária, prestou esclarecimentos e foi liberado para responder ao processo em liberdade enquanto o inquérito segue em andamento. Sobre a possível ingestão de bebida alcoólica, o homem negou ter consumido álcool. A delegada destacou que essa informação será apurada, com a oitiva de testemunhas da festa comunitária. Ela também confirmou que havia informação inicial de que a mãe teria mencionado ingestão de bebida alcoólica, porém, em depoimento formal, ela afirmou não ter visto o filho ingerir bebida alcoólica.
O advogado de defesa, Wellington Gnoatto, afirmou que o homem o procurou buscando orientação sobre como proceder após o fato e onde deveria se apresentar. Segundo ele, o cliente estava em estado de choque, não possuí antecedentes criminais, é réu primário e tem residência fixa, e nunca havia passado por situação semelhante. O advogado destacou que, desde o primeiro contato, a intenção do investigado foi se apresentar e esclarecer os fatos, afirmando que não atuaria no caso se não houvesse esse compromisso de colaboração com a autoridade policial.
Em relação à suspeita de embriaguez ao volante, o advogado negou que exista comprovação. Segundo ele, essa informação não foi confirmada e não foi validada nos autos até o momento. A defesa afirmou que as testemunhas ouvidas até agora não confirmaram o consumo de bebida alcoólica e que o tema seguirá sendo analisado dentro da investigação.
O advogado também ressaltou que o investigado e a mãe permaneceram por mais de duas horas prestando esclarecimentos à Polícia Civil e que ambos seguem à disposição para novos depoimentos, caso sejam solicitados. Ele destacou ainda que a investigação depende da produção de provas técnicas, como o croqui do acidente elaborado pelo Pelotão Rodoviário da Brigada Militar, análise da dinâmica da colisão, imagens, pareceres periciais e os laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que serão fundamentais para a análise do mérito do caso.
A Polícia Civil segue com a investigação para esclarecer todas as circunstâncias do acidente que resultou na morte da professora Marindia Woll Pinheiro e deixou o bancário Alcione Luís Pinheiro gravemente ferido. Após a conclusão do inquérito, o material será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação












