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Da bandeja ao Itamaraty: ex-garçom toma posse como diplomata do Brasil Filho de diarista, Douglas Rocha Almeida vence mais de 8,8 mil candidatos e prova que a educação transforma vidas

A força da educação ganhou um novo símbolo no Brasil. Douglas Rocha Almeida, ex-garçom e filho da diarista dona Cida, assinou nesta terça-feira, dia 20, o termo de posse como diplomata do Itamaraty, em uma cerimônia marcada por emoção, superação e orgulho.

Nascido em família humilde e criado no Parque Industrial Mingone, no Jardim Ingá, em Luziânia (GO), Douglas agora passa a representar o Brasil no Ministério das Relações Exteriores, um dos concursos mais disputados do país.

A posse aconteceu no auditório do Instituto Rio Branco, em Brasília, e reuniu 50 novos diplomatas. O evento contou com a presença do chanceler Mauro Vieira, além de uma convidada mais do que especial: a mãe de Douglas, dona Cida, que não conteve a emoção ao ver o filho realizar um sonho construído com muito esforço.

“É um momento de coroação de uma trajetória exaustiva e o início de uma linda história que começa agora”, declarou Douglas em vídeo publicado nas redes sociais.

Rotina dura e quilômetros de esperança

A conquista é resultado de anos de dedicação intensa aos estudos, conciliados com o trabalho como garçom. Durante o ensino médio, Douglas viajava quase 60 quilômetros por dia, de Luziânia até Brasília. No ensino superior, conquistou bolsa integral em uma universidade particular, mantendo uma rotina rigorosa, muitas vezes dormindo poucas horas.

Mesmo durante o trabalho, aproveitava cada momento livre para estudar e se preparar para o concurso do Itamaraty, conhecido pelo alto nível de exigência.

Um sonho maior que tudo

O grande objetivo sempre foi mudar a realidade da mãe, que trabalhou por muitos anos como diarista. Douglas conta que o incentivo e a confiança de dona Cida foram decisivos, inclusive nos momentos em que ouviu que seu sonho era impossível.

Douglas superou a concorrência de mais de 8.800 candidatos e passa a integrar o quadro de diplomatas do Ministério das Relações Exteriores. A trajetória dele reforça o papel da educação como ferramenta de mobilidade social e transformação de realidades no país.

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