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Após sete anos, Corpo de Bombeiros encerra buscas por vítimas da tragédia de Brumadinho 100% dos rejeitos foram vistoriados; maior operação de buscas da história do Brasil localizou 268 vítimas. Duas pessoas seguem desaparecidas

Foto: Douglas Magno/AFP

Após sete anos de trabalho ininterrupto, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais anunciou o encerramento das buscas por vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao todo, foram 2.558 dias de operação, com a vistoria de mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos e a localização de 268 vítimas.

Segundo a corporação, 100% do material despejado na área do desastre foi examinado. A partir de agora, a operação entra em fase administrativa, com a retirada dos equipamentos até a primeira quinzena de fevereiro. A Polícia Civil segue com os trabalhos de identificação de segmentos humanos ainda em análise.

Mais de 5 mil bombeiros participaram da operação ao longo dos anos, com apoio de equipes de outros estados. O trabalho envolveu 31 aeronaves, mais de 1.600 horas de voo, 68 cães de busca e cerca de 120 máquinas, configurando a maior operação de buscas já realizada no Brasil.

O rompimento da barragem completou sete anos neste domingo (25) com duas vítimas ainda não localizadas: o engenheiro mecânico Tiago Tadeu Mendes da Silva e a estagiária Nathália de Oliveira Porto Araújo.

Em nota, o Corpo de Bombeiros destacou o sentimento de dever cumprido. Para o tenente Henrique Barcellos, porta-voz da corporação, a conclusão das buscas representa o cumprimento de um compromisso com as famílias e com a sociedade mineira. Ele ressaltou que Brumadinho marcou profundamente a história e a identidade da instituição, reforçando o propósito de salvar e valorizar vidas.

A última vítima localizada e identificada foi Maria de Lurdes da Costa Bueno, de 59 anos, em fevereiro de 2025.

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