O café foi o item da cesta básica que mais registrou aumento de preço em 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). De acordo com os dados, o café torrado e moído teve alta de 5,8% no ano, enquanto outros produtos apresentaram redução de preços.
A Abic informa que, entre 2021 e 2025, o preço do café para o consumidor acumulou alta de 116%. No mesmo período, o valor pago pela indústria aos produtores de café arábica aumentou 212%. A entidade aponta que fatores climáticos, como geadas, secas e temperaturas elevadas, reduziram a produção e afetaram a oferta do grão no mercado.
Outro fator citado foi a redução dos estoques mundiais de café, após quatro anos consecutivos de queda na colheita dos principais países produtores. Além disso, a aplicação de tarifas de importação pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro impactou os preços internacionais, que servem de referência para o mercado.
Apesar do aumento dos preços, o consumo de café no Brasil registrou queda de 2,31% em 2025. Segundo a Abic, o consumo se manteve relativamente estável, mesmo com os reajustes observados nos últimos anos.
Para 2026, a associação projeta uma boa safra no Brasil, em razão de condições climáticas mais favoráveis. No entanto, a entidade avalia que seriam necessárias pelo menos duas safras consecutivas com bons resultados para que haja redução consistente nos preços, já que a produção deve ser direcionada, inicialmente, à recomposição dos estoques.
No fim de 2025, foi observada redução pontual nos preços de alguns produtos à base de café, como o café extraforte e o café em cápsulas, após queda no valor da matéria-prima. Segundo a Abic, com maior oferta e menor oscilação de preços, pode haver espaço para ajustes no consumo ao longo de 2026.










