Em 2025, todas as unidades prisionais do Rio Grande do Sul passaram por, pelo menos, uma revista geral. Na maior parte delas, o procedimento foi realizado mais de uma vez, totalizando 415 operações. A frequência segue o que já havia sido feito no ano anterior, quando aconteceram 419, mas é superior aos números de 2023 e 2022, com 297 e 186 operações, respectivamente.
Desde 2022, a frequência das revistas gerais pela Polícia Penal nas celas dos presídios, penitenciárias, cadeias e institutos penais tem aumentado progressivamente. A estratégia, com o propósito de manter a ordem e a disciplina, além de evitar a entrada, circulação e permanência de materiais ilícitos nas casas prisionais, é um dos preceitos do Programa RS Seguro contra a atuação de organizações criminosas.
As ações têm como objetivo a retirada de todo tipo de produto incompatível com a situação carcerária e são executadas pelo Grupo de Ações Especiais (Gaes) e pelos Grupos de Intervenção Rápida (GIR) das dez regiões penitenciárias que compõem os grupos táticos da Polícia Penal. As equipes recebem apoio dos efetivos das próprias unidades prisionais e das delegacias penitenciárias regionais.
“Se existe um crime organizado, aqui temos um Estado preparado. A estratégia de garantia de ordem e disciplina dentro dos presídios está totalmente alinhada com o Programa RS Seguro e tem contribuído de forma significativa para a evolução positiva dos índices de segurança pública do Estado”, enfatiza o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom.
Além das revistas gerais, caracterizadas por vistoriar as estruturas inteiras dos estabelecimentos prisionais e movimentar a totalidade dos detentos que lá se encontram, a Polícia Penal efetua também intervenções pontuais em celas onde há suspeitas de atividades ilícitas. Normalmente definidos com base em informações de inteligência esses procedimentos ocorreram 855 vezes em 2025.
“O aumento das operações demonstra, na prática, o comprometimento e a eficácia da atuação dos servidores da Polícia Penal no enfrentamento ao crime, uma vez que nossos profissionais estão sempre prontos para intervir e atuar, a qualquer hora do dia ou da noite, mantendo a ordem e a disciplina”, comenta o diretor do Departamento de Segurança e Execução Penal, Anderson Prochnow.











