O pódio da Copa do Mundo de paraesgrima, em Pisa, voltou a ser ocupado por um dos maiores nomes do esporte brasileiro. Jovane Guissone, natural de Barros Cassal no Rio Grande do Sul, conquistou a medalha de bronze no florete masculino (Classe B) na última quinta-feira (19).
Jovane teve sua vida transformada aos 22 anos, em 2004, quando perdeu os movimentos das pernas após ser atingido por um disparo durante um assalto. O que poderia ser um fim foi, na verdade, um recomeço. Em 2008, ele descobriu a esgrima em cadeira de rodas e, desde então, nunca mais parou de colecionar vitórias.
Hoje, aos 42 anos, o “Barroscassalense” carrega no currículo o histórico ouro em Londres 2012 e a prata em Tóquio 2020, consolidando-se como o principal nome da modalidade no país.
Na competição italiana, Jovane mostrou por que é respeitado internacionalmente. Ele dominou seus adversários iniciais com vitórias expressivas:
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Oitavas de final: Venceu o francês Yohan Peter por 15 a 8.
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Quartas de final: Atropelou o alemão Oleg Naumenko com um placar de 15 a 2.
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Semifinal: Em um duelo de gigantes, Jovane foi superado por 15 a 9 pelo britânico Dimitri Coutya, atual campeão paralímpico, encerrando sua participação com o bronze.
As competições encerram neste sábado (21) com as provas de espada e sabre, e Jovane Guissone — o eterno orgulho de Barros Cassal — retorna às pistas buscando ampliar sua galeria de troféus.










