Grupo Planalto de comunicação

Operação Gollum II mira lavagem de dinheiro em esquema de fraudes no home care em Passo Fundo e outras cidades

Na manhã desta quarta-feira (18), o Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, deflagrou a Operação Gollum II. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado a fraudes e desvios de recursos públicos destinados a tratamentos de home care, além de buscar a identificação de novos integrantes da organização criminosa.

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nos municípios de Passo Fundo, Canoas e Esteio, no Rio Grande do Sul, além de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A operação contou com apoio da Brigada Militar e do GAECO do Ministério Público de Santa Catarina, além da atuação conjunta da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado e da Procuradoria-Geral do Estado. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 12 milhões, valor relacionado às movimentações financeiras suspeitas identificadas na investigação.

De acordo com o promotor de Justiça Diego Pessi, coordenador do 7º Núcleo Regional do GAECO Planalto, esta nova fase é resultado da análise das provas obtidas na Operação Gollum I, que revelou um esquema de desvio de recursos públicos voltados ao atendimento domiciliar de saúde em Passo Fundo. As apurações financeiras e digitais indicaram fortes indícios de ocultação de patrimônio oriundo de crimes de estelionato contra o Estado.

Nesta etapa, 12 novos alvos passaram a ser investigados, sendo nove pessoas físicas e três empresas, pelos crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. Os mandados têm como objetivo a apreensão de documentos, registros contábeis, equipamentos eletrônicos e outros materiais que auxiliem na reconstrução do fluxo financeiro do esquema.

O coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, destacou que a asfixia financeira e a recuperação de ativos ilícitos são diretrizes institucionais do Ministério Público no enfrentamento ao crime organizado. Já Diego Pessi ressaltou que a operação busca atingir diretamente o mecanismo de lavagem de dinheiro utilizado pelo grupo, com foco na recuperação dos valores desviados.

A primeira fase da operação foi realizada em 4 de dezembro de 2024, em Passo Fundo, quando o Ministério Público desarticulou um esquema de fraudes no serviço de home care que desviava recursos do Estado e do IPE Saúde. Na ocasião, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, e a investigação identificou quatro núcleos criminosos formados por familiares, prestadores de serviços, advogados e colaboradores.

O trabalho resultou, em 13 de maio de 2025, na denúncia de 23 pessoas pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado e falsidade ideológica, consolidando a base de provas que permitiu o avanço para esta nova fase da investigação.

Promotor de Justiça Diego Pessi sobre Operação Gollum II

 

Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação

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