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Avião que caiu em Capão da Canoa não tinha caixa-preta; investigações apuram causas da tragédia Polícia Civil e Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos conduzem apurações paralelas sobre queda de monomotor que matou quatro pessoas no litoral norte do RS

Profissionais do Cenipa atuam nos destroços de avião que caiu em Capão da Canoa — Foto: André Ávila/Agência RBS

O avião de pequeno porte que caiu sobre um restaurante em Capão da Canoa, no litoral norte do Rio Grande do Sul, não possuía caixa-preta, conforme confirmou a Polícia Civil. O equipamento, responsável por registrar dados e áudios do voo, não é obrigatório para esse tipo de aeronave.

A queda resultou na morte das quatro pessoas a bordo. As vítimas são os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o sócio da empresa proprietária do avião, Renan Saes, e o piloto Nelio Pessanha.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e possíveis responsabilidades criminais. Como não houve sobreviventes, os investigadores devem ouvir familiares das vítimas, testemunhas e pessoas ligadas à empresa responsável pela aeronave.

Paralelamente, a investigação técnica é conduzida pela Aeronáutica, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. O órgão analisa fatores humanos, operacionais e materiais que possam ter contribuído para a queda. O objetivo é preventivo, buscando evitar novos acidentes, e não atribuir punições.

Equipes do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, com sede em Canoas, foram acionadas e atuam na análise dos destroços. Os investigadores avaliam documentos, registros da aeronave, desempenho do voo, imagens, condições meteorológicas e dados de tráfego aéreo, além de realizarem entrevistas.

Um relatório preliminar deve ser divulgado em até 30 dias, mas a conclusão final da investigação não tem prazo definido.

Informações iniciais indicam que a aeronave pode não ter decolado da cabeceira da pista e enfrentado vento de cauda, o que teria comprometido a velocidade necessária para uma decolagem segura.

O avião, de matrícula PS-RBK, estava com situação regular de aeronavegabilidade, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil. Fabricado em 1999, o modelo tinha capacidade para seis ocupantes e peso máximo de decolagem de 1.970 quilos. O certificado de aeronavegabilidade era válido até o fim de maio.

A aeronave partiu de Itápolis com destino ao Rio Grande do Sul, realizando uma parada em Forquilhinha para reabastecimento. O voo tinha como objetivo a demonstração do modelo Piper Jetprop DLX a possíveis compradores, que avaliavam a aquisição do equipamento.

Créditos: G1

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