Uma proposta que tramita na Câmara dos Deputados quer mudar o ritmo do fim da escala 6×1 (aquela em que se trabalha seis dias para folgar um). Um grupo de 171 deputados, liderado por Tião Medeiros (PP-PR), apresentou uma alteração no projeto original para que a redução da jornada de trabalho não aconteça agora.
Pela proposta desses deputados, se a lei for aprovada, as empresas teriam um prazo de 10 anos para se adaptar. Ou seja, o trabalhador só teria o benefício completo daqui a uma década. Além disso, o texto quer manter o limite de 44 horas semanais para quem trabalha em “serviços essenciais”, como saúde e segurança, que não teriam direito ao corte na jornada.
Os deputados que assinaram o documento argumentam que essa espera é necessária para que as empresas não quebrem com o aumento de custos. Eles defendem que o país precisa de tempo para se organizar economicamente antes de mudar a carga horária de todos os trabalhadores.
Por outro lado, o projeto original, que vem sendo muito discutido nas redes sociais, defende que a mudança deve ser imediata para garantir mais descanso e saúde a quem trabalha. Agora, o clima na Câmara é de disputa: de um lado, quem quer o fim da escala 6×1 o quanto antes; de outro, esse grupo de 171 parlamentares que pede cautela e um prazo muito mais longo.
Deputados do Rio Grande do Sul que assinaram a proposta:
Mauricio Marcon (PL)
Sanderson (PL)
Bibo Nunes (PL)
Giovani Cherini (PL)
Marcelo Moraes (PL)
Osmar Terra (PL)
Sérgio Turra (PP)
Afonso Hamm (PP)
Any Ortiz (PP)
Pedro Westphalen (PP)
Marcelo van Hattem (NOVO)
Luiz Carlos Busato (UNIÃO BRASIL)
Franciane Bayer (REPUBLICANOS)
Lucas Redecker (PSD)
Alceu Moreira (MDB)
Confira AQUI a lista completa.










