Conheça os cinco avaliadores da Seara em 2026
Comissão vai trabalhar na triagem das músicas inscritas e depois definirá as premiadas na 25a edição do festival
Faltam pouco mais de cinco meses para a 25a Seara da Canção Gaúcha e nesta quarta-feira (27) a Associação Seara de Arte e Cultura Gaúcha divulgou os cinco músicos que vão compor a comissão avaliadora em 2026. Lembrando que o festival acontece no ginásio da Acapesu em Carazinho-RS nos dias 30 e 31 de outubro e 1° de novembro.
A comissão será responsável por realizar a triagem e definir, dentre todas as músicas inscritas, quais se classificam para a Seara. No ano passado, 996 composições foram enviadas para a triagem, número recorde na história do evento. Após as apresentações no palco do festival, a comissão também é responsável por definir as músicas vencedoras, assim como as premiações individuais. A comissão também avalia as apresentações da 12a Searinha da Canção Gaúcha.
Neste ano, integram a comissão avaliadora da Seara: Carlos de Césaro, César Oliveira, Lucas Gross, Marcelo Lima e Rodrigo Bauer. “Tenho muito carinho por Carazinho e por esse festival. A Seara é protagonista do movimento dos festivais do Rio Grande do Sul e é um evento com muita história e tradição. E tradição de legar grandes canções ao nativismo. Estou muito feliz e honrado por esse convite. A expectativa é muito grande”, destaca Bauer, que também é autor das letras das músicas vencedoras da Seara em 2022 e 2023.
Nas últimas edições, o festival tem convidado músicos locais para integrar a comissão avaliadora. Neste ano, o representante de Carazinho é Marcelo Lima. No começo do segundo semestre, a Associação Seara deve divulgar o regulamento oficial do festival, definindo também o período de inscrição de músicas, datas da triagem e de divulgação das composições classificadas, assim como a quantidade de composições que subirá ao palco.
– São nomes reconhecidos no cenário artístico, tecnicamente muito qualificados para a difícil tarefa de avaliar as músicas inscritas. Deveremos receber um grande número de composições mais uma vez e a expectativa para o festival só aumenta – afirma Alessandro Marques, presidente da Associação Seara de Arte e Cultura Gaúcha.
Confira abaixo um resumo da trajetória musical de cada avaliador:
Carlos de Césaro
Natural de Pelotas-RS, é contrabaixista, arranjador, compositor e professor, atuante no cenário dos festivais desde 2006, tendo participado dos principais eventos do gênero no estado, inclusive da Seara da Canção Gaúcha. Já participou de turnês e gravações com importantes artistas da música nativista e instrumental do Sul do Brasil e do exterior. Em 2020, recebeu o troféu “Destaques dos Festivais – Melhor Instrumentista”, sendo o músico mais premiado na categoria naquele ano. Entre 2023 e 2025, integrando o grupo do acordeonista Alejandro Brittes, realizou turnês pelos Estados Unidos e levou o chamamé a palcos de mais de 30 estados. Atualmente, vive em Porto Alegre, onde atua com aulas, gravações, shows e integra o grupo de músicos que acompanha o cantor Joca Martins.
César Oliveira
Natural de Itaqui, mas criado em São Gabriel desde os dois anos, possui vínculo com a cultura gaúcha desde a infância. É cantor, compositor, violonista e produtor musical. Já percorreu os palcos de diversos festivais nativistas. Em carreira solo, gravou sete CD’s. Em dupla com Rogério Melo, lançou 17 CD’s e três DVD’s, todos com sua direção artística e produção, e projetando diversos sucessos, como “Paleteada”, “Lá na Fronteira”, “Apaysanado”, “Os loco lá da Fronteira”, entre tantos outros. Com o álbum “Era Assim Naquele tempo…!” foi indicado ao Grammy Latino junto com Rogério em 2013. A dupla também foi indicada cinco vezes ao Prêmio da Música Brasileira, sendo premiada como Melhor Dupla Regional do Brasil em 2008. Em sua trajetória destacam-se ainda indicações ao Prêmio Açorianos e sua atuação como Adido Cultural do Rio Grande do Sul.
Lucas Gross
É um dos nomes de maior destaque na nova geração da música nativista. Compositor, arranjador e intérprete. Natural de Pelotas, atualmente reside em Bagé, cidade esta que representa em cada palco que se apresenta. Sua trajetória é marcada por uma presença constante e vitoriosa nos palcos dos maiores festivais do Rio Grande do Sul, acumulando premiações em eventos como Seara da Canção Gaúcha, Coxilha Nativista, Sapecada, Canto Sem Fronteira, Acampamento, Comparsa, Cordeiraço, Canto de Luz, Jornada Nativista, entre outros. É compositor de obras como Acolherados, Banhado de Corticeira, Tropilha de Corredor, O não de dentro do sim, A Lua na Poça D’água, Meu Tordilho Destino, entre outras obras marcantes. Atualmente, também integra o “Projeto Taureando”, iniciativa que celebra a autenticidade da sonoridade regional e a cultura rio-grandense.
Marcelo Lima
Natural de Passo Fundo-RS, reside em Carazinho-RS há 23 anos e é formado em Música pela UPF, com graduação em Licenciatura Plena, Bacharelado em Canto e formação em Flauta Transversal. Também possui pós-graduação em Regência e Direção de Orquestra com o maestro Luiz Carlos Silveira Martins. Multi-instrumentista, toca profissionalmente e ministra aulas de violão, teclado, acordeon, flauta transversal e saxofone desde 1998. Atua profissionalmente como flautista, maestro, arranjador e produtor musical. Possui arranjos e gravações executados por diversos grupos do Sul do país. Recebeu a Comenda Leonel de Moura Brizola como Professor Emérito de música. Ao longo da carreira, já tocou no palco com nomes como Neto Fagundes e Daniel Torres, além de ter participações em diversos festivais nativistas, principalmente na Seara da Canção Gaúcha.
Rodrigo Bauer
Natural de São Borja-RS, é um dos nomes de maior destaque no cenário cultural gaúcho atualmente. É poeta, compositor, produtor rural e leiloeiro rural. Possui mais de 1 mil poemas e músicas publicados. Possui seis CD’s gravados e também já publicou seis livros. Já conquistou o Troféu Vitória do governo estadual nas categorias Melhor Compositor, Melhor Letrista e Melhor Canção. Vencedor de vários festivais do Sul do Brasil, entre eles: Califórnia da Canção Nativa, Coxilha Nativista, Reponte, Moenda, Carijo, Tafona, Um Canto para Martin Fierro, Grito do Nativismo, Sapecada, em Lages-SC, e o Encontro das Águas, de Foz do Iguaçu-PR. É autor das letras de “O Tempo e o Vento” e de “O Verso e a Melodia”, músicas que venceram a Seara da Canção Gaúcha em 2022 e 2023, respectivamente.











