Grupo Planalto de comunicação

Operação Convergência Nacional realiza revista geral na Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas

Na manhã desta segunda-feira (15), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Promotoria de Justiça de Execução Criminal de Novo Hamburgo, realizou uma revista geral na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas. A operação ocorreu em conjunto com a Brigada Militar e mobilizou cerca de 400 agentes.

A ação integra o projeto Frequência Zero, desenvolvido pelo GAECO, e faz parte da quinta etapa da Operação Convergência Nacional, coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). O objetivo é combater a atuação de facções criminosas que utilizam unidades prisionais como centros de comando para atividades ilícitas dentro e fora dos presídios.

Durante a revista, as equipes buscaram localizar e apreender materiais proibidos em posse de apenados ligados a diferentes organizações criminosas. Conforme o MPRS, além do tráfico de drogas, há registros do ingresso irregular de aparelhos de comunicação por meio de um esquema estruturado que utiliza drones para entregas aéreas e arremessos de materiais sobre os muros da penitenciária.

Os materiais recolhidos durante a operação serão contabilizados ao longo do dia. Segundo o Ministério Público, a iniciativa visa identificar os responsáveis pelos esquemas criminosos e interromper os fluxos ilícitos que operam a partir da unidade prisional.

Dados apresentados pelo MPRS apontam que, entre 2025 e abril de 2026, foram apreendidos 646 celulares, 758 chips telefônicos e mais de 12 quilos de entorpecentes na Penitenciária Estadual do Jacuí. Os números evidenciam os desafios enfrentados pelas forças de segurança para impedir a entrada de materiais ilícitos no sistema prisional.

O projeto Frequência Zero tem como principal finalidade neutralizar o uso de celulares nos presídios gaúchos. A estratégia inclui o mapeamento de sinais clandestinos, ações direcionadas para localização dos aparelhos e o bloqueio definitivo dos equipamentos por meio do cancelamento do IMEI, impedindo sua reutilização em qualquer parte do país.

Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação

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