Há mais de um ano, o motoboy Cristiano de Oliveira, de 47 anos, vive à espera de auxílio após um grave acidente de trânsito. Morador do Bairro Dona Júlia, em Passo Fundo, ele enfrenta sucessivas negativas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a mais recente emitida nesta segunda-feira (6 de julho de 2026), sob a justificativa de “não constatação de incapacidade laborativa”.
O impasse começou em 2024, quando Cristiano fraturou a perna em um acidente de moto. Após uma primeira cirurgia que não consolidou o osso, ele precisou recorrer à Justiça para receber os valores devidos entre 2024 e 2025. No dia 1º de junho passado, o trabalhador passou por uma nova operação para a colocação de uma haste interna. Mesmo apresentando 30 pontos cirúrgicos e novos laudos no requerimento feito em 24 de junho, a perícia médica oficial do órgão manteve a posição de que ele está apto ao trabalho.
Antes do acidente, Cristiano era o principal provedor da casa. Hoje, a realidade financeira do núcleo familiar mudou drasticamente:
“Eu era motoboy. Sou pai, tenho minha mãe de 80 anos e minha esposa. Estou vivendo hoje nas costas da minha mulher e a aposentadoria da minha mãe”, relatou o segurado.
Conforme consta no documento oficial da perícia, o cidadão tem o prazo de até 30 dias para apresentar recurso administrativo contra a decisão.
A equipe de reportagem já entrou em contato formal com a Gerência Executiva do INSS para esclarecer quais pré-requisitos clínicos fundamentaram o indeferimento do benefício, considerando o histórico de reoperação e a natureza da atividade de motoboy. O espaço segue aberto para o posicionamento oficial da autarquia.











