O policial militar e, atualmente, vereador eleito mais votado na cidade de Passo Fundo, Giordani Krug, é investigado por tentativa de homicídio após reagir a um assalto ocorrido na noite de 20 de outubro de 2024, nas proximidades do Hospital Municipal Doutor César Santos. O caso voltou a repercutir nas redes sociais recentemente, embora o inquérito tenha sido instaurado há cerca de dois anos.
Conforme o boletim de ocorrência obtido pelo repórter Jeferson Vargas, a vítima do roubo pediu ajuda ao policial logo após ser assaltada por dois homens na Avenida Brasil. Os criminosos levaram documentos e um telefone celular e fugiram em direção à Vila Cruzeiro.
De posse das características repassadas pela vítima, o policial localizou os criminosos nas proximidades do Hospital Municipal. Segundo o registro, um dos homens portava um simulacro de arma de fogo, enquanto o outro estava armado com uma faca. Durante a abordagem, houve resistência e luta corporal, quando o indivíduo armado com a faca tentou atacar o policial, momento em que ocorreu um disparo de arma de fogo.
Após a ação, os dois indivíduos conseguiram fugir em direções opostas.
O simulacro de revólver foi apreendido e encaminhado à Polícia Civil, onde o caso passou a ser investigado. Em razão do disparo efetuado durante a ocorrência, o policial responde à acusação de tentativa de homicídio, cuja apuração segue no âmbito da Justiça.
Em manifestação encaminhada à reportagem, a defesa de Giordani Krug, representada pelos advogados criminalistas José Paulo Schneider e Ricardo Almeida, afirmou que o caso é antigo e que a divulgação ocorre neste momento por motivação política, em período pré-eleitoral, com o objetivo de desgastar sua imagem.
A defesa também informou que um dos indivíduos envolvidos possui extensa ficha criminal, com antecedentes por feminicídio, assaltos, furtos e outros delitos, e que atualmente está recolhido no sistema prisional.
Confira a nota da defesa na íntegra:
A defesa técnica do vereador Gio Krug vem a público esclarecer alguns pontos essenciais sobre a matéria em questão.
Registra-se, em primeiro lugar, que os fatos investigados e processados ocorreram há mais de dois anos, sendo no mínimo estranha a sua publicização neste momento, na véspera de um pleito eleitoral.
Explica-se, ademais, que o processo está em uma fase inicial, não havendo qualquer conclusão de “culpa” em razão das condutas do vereador.
É importante registrar que Gio Krug, além de vereador, sempre foi e será representante das forças de segurança pública, pautando suas ações e princípios e valores muito bem definidos, quais sejam, a luta contra a criminalidade e a segurança da sociedade.
A ocorrência em questão, explica-se, é fato comum e corriqueiro na vida de agentes de segurança pública, que colocam sua vida em risco para garantir a segurança da população.
Foi nesse contexto que o vereador foi chamado por um cidadão passo-fundense que havia sido assaltado por dois criminosos, nas cercanias da rodoviária. De pronto, o policial-vereador atendeu o chamado e fez buscas pelos suspeitos. Nas proximidades do hospital da Cidade, os criminosos, com as características descritas pela vítima, foram avistados. Feita a abordagem, os criminosos, um com uma faca e outro com um simulacro de arma de fogo (apreendido e entregue à PC/RS), investiram contra Gio Krug, o qual reagiu proporcionalmente às agressões.
Ocorre que durante a luta corporal contra os dois criminosos, Gio Krug precisou defender seu armamento (do qual possui registro e porte) e, nesse ínterim, houve um disparo de arma de fogo que atingiu um dos criminosos, tendo os dois saído correndo.
Os fatos foram presenciados por, pelo menos, duas testemunhas, que confirmam a versão do vereador.
Assim, ficará demonstrado que Gio Krug não pretendeu matar ninguém, apesar de ter condições de fazê-lo, se essa fosse sua vontade. Na verdade, Gio Krug atendeu um chamado desesperado de um cidadão assaltado e defendeu-se de dois criminosos com vasta ficha criminal, que não aceitaram a abordagem e atentaram contra sua vida.
Por fim, o vereador reafirma seu compromisso com a segurança e com o bem-estar da população, sobretudo àquelas pessoas que se encontram à mercê da criminalidade.
A defesa técnica espera e confia que o processo será conduzido com imparcialidade e dentro da legalidade. E, ao final, restará demonstrado que o vereador agiu dentro dos limites da lei.
José Paulo Schneider
OAB/RS 102.244
Ricardo Almeida
OAB/RS 104.666
A acusação ainda depende de julgamento definitivo, sendo assegurada a todas as partes a presunção de inocência.
Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação












