Uma criança de 3 anos foi brutalmente espancada e morta pelo pai no último domingo (5), no município de Viamão, no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, o homem confessou as agressões e afirmou que bateu no filho porque ele não lhe deu “bom dia”. O agressor foi preso em flagrante no Hospital de Viamão devido à gravidade dos ferimentos da criança. Uma criança de 3 anos foi brutalmente espancada e morta pelo pai no último domingo (5), no município de Viamão, no Rio Grande do Sul.
Segundo a Polícia Civil, o homem confessou as agressões e afirmou que bateu no filho porque ele não lhe deu “bom dia”. O agressor foi preso em flagrante no Hospital de Viamão devido à gravidade dos ferimentos da criança. O menino, identificado apenas como Oliver, chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na tarde de quarta-feira (8).
De acordo com a investigação, ele sofreu lesões gravíssimas, que “chegaram a deslocar o coração de lugar”, além de traumatismo craniano com achatamento do crânio. A polícia também constatou que a família possui um extenso histórico de violência, com registros em Santa Catarina e São Paulo, além de atendimentos pelos Conselhos Tutelares.
O pai, que se apresenta como missionário de uma igreja evangélica, é natural dos Estados Unidos, e a mãe é japonesa. A família se mudou para o Brasil há cerca de nove anos e morou em diversos estados. Em Viamão, estava havia sete meses. Eles viviam com doações e ajuda da comunidade. Além de Oliver, o casal tem outros quatro filhos, todos nascidos no Brasil, com idades entre 1 e 9 anos.
Segundo a delegada Luana Medeiros, responsável pelo caso, a investigação também apontou que a mãe das crianças praticava atos de violência contra os cinco filhos. Com isso, os dois passaram a ser investigados por tentativa de homicídio, homicídio e tortura, em razão das lesões constatadas nas demais crianças.
A mãe foi presa preventivamente na tarde de quinta-feira (9). Os quatro filhos foram submetidos a perícias física e psicológica e estão protegidos por medidas protetivas. Eles também foram acolhidos em um abrigo e são acompanhados pelo Conselho Tutelar.
Fonte: O Globo










