O tráfico de pessoas pode estar mais perto do que muita gente imagina. Muitas vezes, ele começa por trás de uma oferta de emprego na internet, de uma promessa de viagem perfeita ou da esperança de uma vida melhor.
De acordo com o Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas, o número de brasileiros vítimas desse crime aumentou 33% no ano passado. E as redes sociais, junto com ferramentas de inteligência artificial, têm sido cada vez mais usadas para atrair vítimas com propostas aparentemente vantajosas, que acabam resultando em graves violações de direitos.
O Ministério Público Federal vai divulgar, durante todo o mês, uma série de conteúdos informativos em seu site, nas redes sociais, no rádio e na televisão. A campanha busca conscientizar, prevenir e combater essa prática criminosa. A iniciativa é da Unidade Nacional de Enfrentamento do Tráfico Internacional de Pessoas e do Contrabando de Migrantes, ligada ao MPF.
As denúncias podem ser feitas pela internet, por meio da plataforma MPF Serviços, ou pelos telefones 100 e 180. Para quem está fora do Brasil, também é possível procurar o consulado brasileiro.
Uma das modalidades que mais crescem atualmente é o aliciamento de jovens pela internet para trabalhar em países do Sudeste Asiático. No último ano, o Camboja apareceu como o principal destino de brasileiros traficados.
A legislação brasileira prevê pena de quatro a oito anos de prisão para os responsáveis pelo tráfico de pessoas. A punição pode ser ainda maior quando a vítima é levada para outro país.












