O tatuador Vinicius Roig, de 47 anos, preso preventivamente por suspeita de estupro, é investigado pela Polícia Civil em 19 ocorrências registradas nos últimos dois anos envolvendo mulheres em diferentes cidades do Rio Grande do Sul, como Torres, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul e Cachoeirinha.
Segundo o Ministério Público, os relatos incluem agressões físicas, violência psicológica, humilhações, perseguição, violência sexual e estupro. O órgão informou que já apresentou três denúncias contra o investigado por crimes cometidos contra mulheres nos municípios de Torres e Sapucaia do Sul, que aguardam análise da Justiça.
O caso ganhou repercussão após a professora Michele, ex-companheira de Vinicius, denunciar episódios de violência doméstica e compartilhar sua história nas redes sociais. A publicação motivou outras mulheres a relatarem situações semelhantes por meio da página “Verdade Seja Dita”, criada por Juliana Roig, irmã do investigado.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar uma denúncia de estupro envolvendo a última ex-companheira do tatuador e segue ouvindo vítimas e reunindo provas.
Em manifestação nas redes sociais, Vinicius Roig afirmou que reconhece a gravidade das acusações, mas sustentou que parte das informações divulgadas não corresponde à realidade ou foi retirada de contexto. Ele também registrou ocorrência por calúnia contra as denunciantes e tentou retirar a página do ar por meio de ação judicial, mas o pedido liminar foi negado.
As investigações seguem em andamento e o Ministério Público acompanha os novos relatos apresentados pelas vítimas.
Grupo Planalto de Comunicação
Informações: G1











