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Casas Bahia pede recuperação judicial após prejuízo bilionário

Foto: Divulgação

O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na noite deste domingo (16), na Justiça de São Paulo. A medida foi tomada diante da deterioração da situação financeira da companhia e tem como objetivo reorganizar as finanças e renegociar dívidas, mantendo as operações em funcionamento.

A empresa informou ter registrado prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026. Entre as medidas adotadas para redimensionar a operação está o fechamento de 298 lojas em todo o País.

Segundo a companhia, o pedido de recuperação judicial também foi motivado pelo cenário econômico, com juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e redução do consumo. A empresa afirmou ainda que não conseguiu concluir alternativas de captação de recursos que estavam em negociação.

A recuperação judicial permite que empresas em dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça, buscando evitar a falência e preservar as atividades.

O processo envolve, além das operações de varejo, outras empresas ligadas ao grupo, como a Bartira, fabricante de móveis, e companhias das áreas de logística, tecnologia e comércio eletrônico.

Apesar do pedido, a Casas Bahia informou que pretende manter abertas as lojas físicas, o comércio eletrônico e os demais canais de venda, com o objetivo de reduzir impactos para os consumidores.

No mesmo dia, a companhia também anunciou mudanças na diretoria e no Conselho de Administração. O vice-presidente Jurídico e Tributário, Fábio Spina, deixou o cargo e será substituído por Sírley Lima, que também ficará responsável pelas áreas de Compliance e Controles Internos.

Dois integrantes do Conselho de Administração também deixaram os cargos. A empresa informou que as mudanças fazem parte do processo de reestruturação da companhia.

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