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Infarto exige atenção aos sinais e rapidez no atendimento Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, é referência no cuidado cardioneurovascular

Foto - Ana Paula Koenemann - Comunicação HSVP

O infarto agudo do miocárdio está entre as principais emergências cardiovasculares e exige atendimento rápido para reduzir o risco de complicações e preservar o músculo do coração. No Brasil, cerca de 400 mil pessoas morrem por doenças cardiovasculares a cada ano, o que reforça a importância da prevenção, do reconhecimento dos sinais de alerta e da busca imediata por atendimento médico.

Em Passo Fundo, o Centro Cardioneurovascular do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) é referência no atendimento aos casos de infarto e está entre as instituições pioneiras no Brasil e na América Latina nesse tipo de assistência. Desde 1999, a Instituição mantém atendimento especializado 24 horas por dia, sete dias por semana, com estrutura preparada para o diagnóstico e o tratamento emergencial.

De acordo com o coordenador técnico do Laboratório de Hemodinâmica do HSVP, o cardiologista intervencionista Dr. Rogério Tumelero, o infarto ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do músculo cardíaco é interrompido, geralmente em decorrência da obstrução de uma artéria coronária. “Quanto mais rápido o paciente chegar ao atendimento especializado, maiores são as possibilidades de realizar o diagnóstico e o tratamento de forma rápida, reduzindo o risco de complicações e de sequelas”, explica.

Atenção aos sinais pode salvar vidas

O principal sinal de alerta é a presença de dor, pressão, aperto ou desconforto no peito, que pode se espalhar para as costas, ombros, pescoço ou mandíbula. Esses sintomas podem vir acompanhados de falta de ar, náuseas, vômitos, suor frio, tontura ou uma sensação intensa de mal-estar.

Os sintomas, no entanto, nem sempre aparecem da mesma maneira. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem apresentar manifestações menos típicas. Nas mulheres, por exemplo, falta de ar, náuseas, cansaço e desconforto nas costas ou na mandíbula podem estar relacionados ao infarto. Em idosos, o quadro pode se manifestar principalmente por mal-estar e cansaço. Já pessoas com diabetes podem ter alterações na sensibilidade à dor e, em alguns casos, apresentar um infarto sem a característica dor no peito.

Por isso, sintomas como mal-estar súbito, cansaço incomum, desconforto no peito, náuseas, falta de ar e suor frio não devem ser ignorados, especialmente quando surgem de forma inesperada ou durante a madrugada.

Prevenção e atendimento rápido fazem a diferença

Embora alguns fatores de risco, como o histórico familiar, não possam ser modificados, grande parte deles pode ser controlada. “Manter a pressão arterial, o colesterol e a glicemia sob controle, reduzir o consumo de sal, ter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, utilizar corretamente os medicamentos prescritos e não fumar são medidas importantes para proteger a saúde cardiovascular. Todos os demais fatores de risco nós podemos controlar. Portanto, a prevenção deve começar o quanto antes”, destaca o Dr. Tumelero.

Mas, diante de sinais que possam indicar um infarto, a prioridade é buscar atendimento imediatamente. A orientação do cardiologista é não realizar esforços, não tentar caminhar e não dirigir. A pessoa deve permanecer sentada ou deitada e solicitar ajuda para chegar a um serviço de emergência o mais rápido possível. “A rapidez é fundamental porque o tempo de atendimento influencia diretamente a quantidade de músculo cardíaco que pode ser preservada. No hospital, a equipe realiza a avaliação clínica e os exames necessários para confirmar o diagnóstico e definir a estratégia de tratamento”, explica.

Estrutura completa para o atendimento ao infarto

O HSVP conta com uma estrutura especializada e integrada para o atendimento de emergências cardiovasculares 24 horas por dia. O complexo reúne laboratório de hemodinâmica, eletrofisiologia, cirurgia cardíaca e UTI cardiológica, com equipes multiprofissionais capacitadas para atuar de forma coordenada e ágil.

Nos casos de infarto com indicação de intervenção, o cateterismo cardíaco de urgência é o tratamento de referência. De acordo com o Dr. Rogério Tumelero, a avaliação das artérias coronárias permite definir a melhor estratégia para cada paciente. “Quando há uma obstrução será realizado o desentupimento, o que chamamos de angioplastia coronária, podendo ser resolvida também com aspiração do coágulo. Em algumas raras situações, poderá ser realizado cirurgia cardíaca de urgência”, explica.

No Centro Cardioneurovascular do HSVP, essa estrutura permite realizar desde o diagnóstico até o tratamento no mesmo ambiente hospitalar, de acordo com a necessidade de cada caso. “Mais do que contar com tecnologia e equipes especializadas, o atendimento ao infarto depende de uma atitude fundamental: reconhecer os sinais e procurar ajuda imediatamente. Em uma emergência cardiovascular, cada minuto pode fazer diferença”, finaliza o especialista.

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