As obras da nova indústria de biocombustíveis do Grupo Vaccaro avançam em Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul. Com as fundações concluídas, o projeto entrou na etapa de montagem das estruturas metálicas e já alcança cerca de 50% de execução. A previsão é que a unidade esteja concluída e pronta para iniciar as operações em fevereiro de 2027.
O empreendimento representa um investimento total de R$ 155 milhões. Em 2026, serão aplicados R$ 90 milhões na obra, enquanto outros R$ 55 milhões estão previstos para 2027. O projeto também recebeu R$ 35 milhões durante a etapa inicial, realizada em 2025.
A nova planta será instalada no parque industrial da empresa, em uma área de 25 hectares. A unidade utilizará principalmente óleo de soja e gordura animal como matérias-primas para a produção de biocombustíveis.
Na primeira fase de funcionamento, a expectativa é produzir aproximadamente 300 metros cúbicos por dia, o equivalente a cerca de 340 mil litros. Após o período de adaptação da planta, a capacidade deverá chegar a 600 metros cúbicos diários, ou aproximadamente 600 mil litros de biocombustível.
Segundo o diretor do Grupo Vaccaro, Carlos Vaccaro, a decisão de investir na indústria está relacionada ao potencial da produção de grãos existente na região e ao crescimento da demanda por fontes de energia consideradas mais sustentáveis.
A expectativa da empresa é que a nova operação contribua para um crescimento médio de 25% ao ano no faturamento da Vaccaro a partir de 2027.
Produção integrada
A nova indústria faz parte de um processo de verticalização das atividades do Grupo Vaccaro. A empresa já mantém, no mesmo parque industrial de Erechim, uma unidade de esmagamento de soja, responsável pela produção de farelo e óleo.
Atualmente, parte do óleo obtido no processamento da soja é comercializada para outras indústrias que produzem biocombustíveis na região. Com a nova planta, a empresa passará a transformar parte dessa matéria-prima dentro da própria estrutura.
O grupo também está construindo uma fábrica de ração animal no mesmo complexo industrial. O investimento é de R$ 10 milhões, e a unidade deverá iniciar a produção até o final de 2026.
A fábrica terá capacidade para produzir até 340 toneladas de ração por dia, destinadas principalmente à criação de aves, suínos, ovinos e à cadeia leiteira. O farelo de soja que atualmente é industrializado por empresas terceirizadas também poderá ser utilizado na produção.
Relação com produtores
A estratégia do Grupo Vaccaro envolve ainda uma ampla rede de produtores rurais. A empresa informa possuir aproximadamente 15 mil produtores cadastrados, que atuam tanto como clientes quanto como fornecedores de matéria-prima.
Além das atividades industriais, a Vaccaro Agro mantém estruturas de armazenamento de grãos, incluindo 20 silos distribuídos em outras regiões, e 33 lojas agrícolas no Rio Grande do Sul.
A empresa também oferece assistência técnica aos produtores. Entre os profissionais que atuam nessa área estão 12 veterinários voltados especialmente ao atendimento de produtores de leite.
O grupo mantém ainda dois centros tecnológicos voltados a pesquisas de solo e ao aprimoramento da produção de grãos, buscando aumentar a eficiência da cadeia de fornecimento.
Com a entrada em operação da usina de biocombustíveis e da nova fábrica de rações, o Grupo Vaccaro pretende ampliar a industrialização da produção agrícola dentro do próprio complexo de Erechim, agregando valor aos grãos e às demais matérias-primas produzidas na região.
Ficha técnica
Investimento: R$ 155 milhões na indústria de biocombustíveis
Investimento em 2026: R$ 90 milhões
Investimento previsto para 2027: R$ 55 milhões
Capacidade inicial: cerca de 340 mil litros por dia
Capacidade após adaptação: até 600 mil litros por dia
Matérias-primas: óleo de soja e gordura animal
Previsão de conclusão: fevereiro de 2027
Empresa: Grupo Vaccaro
Local: Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul











