Há 25 anos, os Estados Unidos eram atingidos pelo maior atentado terrorista de sua história. Em 11 de setembro de 2001, 19 sequestradores ligados à Al Qaeda assumiram o controle de quatro aviões comerciais e realizaram ataques coordenados contra importantes símbolos do poder econômico, militar e político norte-americano.
Dois aviões atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Um terceiro avião foi lançado contra o Pentágono, nos arredores de Washington. O quarto caiu em uma área rural da Pensilvânia, depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave. Ao todo, 2.977 pessoas morreram nos ataques, além dos 19 sequestradores, e mais de 6 mil ficaram feridas.
Uma manhã que mudou a história
O primeiro impacto ocorreu às 8h46, quando o voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte do World Trade Center. Dezessete minutos depois, às 9h03, o voo 175 da United Airlines atingiu a Torre Sul. As duas torres posteriormente desabaram.
Enquanto Nova York enfrentava o ataque, outro avião atingiu o Pentágono, às 9h37. Pouco depois, às 10h03, o voo 93 da United Airlines caiu na Pensilvânia após a reação dos passageiros, que tentaram impedir que os sequestradores alcançassem o destino planejado.
Os atentados foram planejados pela Al Qaeda, organização liderada por Osama bin Laden. A operação vinha sendo preparada havia anos e tinha como alvos símbolos do poder econômico e militar dos Estados Unidos.
Início da chamada “guerra ao terror”
A resposta norte-americana foi imediata. Os Estados Unidos responsabilizaram a Al Qaeda e exigiram que o governo do Afeganistão, onde o grupo mantinha bases sob proteção do Talibã, entregasse Osama bin Laden.
Em 7 de outubro de 2001, menos de um mês após os atentados, os Estados Unidos iniciaram ataques contra posições da Al Qaeda e do Talibã. O conflito se transformou em uma guerra que durou duas décadas. As tropas norte-americanas permaneceram no Afeganistão até 2021, quando deixaram o país e o Talibã voltou ao poder.
O impacto também ultrapassou o campo militar. Os Estados Unidos ampliaram estruturas de inteligência e segurança e passaram a colocar o combate ao terrorismo internacional entre as principais prioridades da política externa. Em 2003, o país também invadiu o Iraque, embora não existam evidências de participação do governo de Saddam Hussein nos ataques de 11 de Setembro.
25 anos depois
Mesmo um quarto de século após os ataques, parte do processo judicial relacionado ao 11 de Setembro ainda não foi concluída. Khalid Sheikh Mohammed, apontado como um dos principais responsáveis pelo planejamento dos atentados, permanece preso na base militar de Guantánamo.
O julgamento dele e de outros acusados foi marcado para junho de 2028, quase 27 anos depois dos ataques, mas ainda está sujeito a novas disputas judiciais.
Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro permanece como um dos acontecimentos que mais profundamente transformaram a história recente. A tragédia provocou milhares de mortes, desencadeou guerras e modificou políticas de segurança e relações internacionais, deixando consequências que continuam sendo sentidas décadas depois.











