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Infectologista do Hospital de Clínicas de Passo Fundo alerta que a sepse é uma emergência médica tempo-dependente

No Dia Mundial da Sepse (13 de setembro), especialista destaca a importância do diagnóstico precoce. Dados mostram que as internações pela condição cresceram mais de 60% na última década.

Conhecida popularmente como infecção generalizada, a sepse é uma reação inflamatória descontrolada do organismo que pode comprometer o funcionamento dos órgãos vitais e levar à falência múltipla e à morte se não for tratada a tempo. No dia 13 de setembro, Dia Mundial da Sepse, especialistas reforçam a urgência do diagnóstico precoce e do atendimento rápido.

De acordo com o Dr. Hugo Noal, médico infectologista do Hospital de Clínicas de Passo Fundo (HCPF), o problema surge a partir de uma infecção inicial que pode começar em um ferimento ou em um quadro de pneumonia e acaba se alastrando pelo corpo.

“A sepse é uma reação inflamatória descontrolada que acaba prejudicando o funcionamento dos órgãos vitais. Essa inflamação é ocasionada por uma infecção, onde há produção de substâncias e muitos órgãos deixam de funcionar adequadamente. Utilizando alguns exemplos, a sepse pode começar localizada, devido a um ferimento que pode ser uma porta de entrada, ou ainda devido a uma pneumonia e depois essa disfunção pode se alastrar pelo organismo causando essa resposta infamatória intensa.” explica o especialista.

Dados apontam que o número de internações hospitalares por sepse cresceu mais de 60% nos últimos dez anos. Embora qualquer infecção possa evoluir para o quadro, o risco é maior em determinados grupos populacionais. “Os grupos mais vulneráveis são os extremos de idade, como os bebês prematuros, crianças menores de um ano, idosos, pessoas com sistema imunológico debilitado ou em uso de medicamentos imunossupressores, além de portadores de doenças crônicas descompensadas, como diabetes e insuficiência renal. Pacientes politraumatizados, que tem vários focos de entrada, e hospitalizados que utilizam dispositivos invasivos como sondas e cateteres há muito tempo, todos estes grupos estão mais vulneráveis a uma infecção generalizada”, complementa Dr. Hugo.

Fique atento aos sinais de alerta

Como a sepse é uma condição que evolui rapidamente, o reconhecimento precoce dos sintomas é vital para salvar vidas. O infectologista destaca os principais sinais de alerta que exigem busca imediata por atendimento médico

“Os sinais de alerta incluem febre muito alta, tremores, sudorese noturna, respiração rápida e ofegante com sensação de falta de ar, palpitações, pressão arterial baixa e alterações do estado mental como sonolência excessiva e confusão mental. Também podemos destacar a diminuição de volume urinário ao longo do dia. Esses são os sinais que a pessoa pode apresentar devido ao do estado geral de saúde em função de uma infecção grave.” esclarece Dr. Hugo Noal.

O Hospital de Clínicas de Passo Fundo possui um protocolo específico orientando a conduta ágil nos casos de sepse. Este protocolo visa reduzir as taxas de mortalidade em consequência da sepse grave, através da capacitação da rede de assistência. “A sepse é uma emergência médica tempo-dependente, exatamente como o infarto e o AVC. Cada hora de atraso no início do protocolo de tratamento aumenta a mortalidade, por isso a importância de iniciar o quanto antes as medidas de reversão, como a hidratação endovenosa, a coleta de exames para identificar o agente infeccioso e o uso de medicamentos que vão combater a infecção.”

É possível prevenir a sepse?

A prevenção da sepse envolve medidas básicas de higiene e saúde pública, além do uso racional de medicamentos.
“A prevenção da sepse começa justamente na identificação dos sinais da pessoa que está com uma infecção grave. A vacinação em dia, a lavagem das mãos com água e sabão ou álcool 70%, o cuidado com os ferimentos, o uso consciente de antibióticos (nunca se automedicar e sempre completar o tratamento prescrito pelo tempo necessário) e principalmente a atenção aos sintomas, ou seja, procurar o atendimento médico logo aos primeiros sinais para que a pessoa possa ter o seu diagnóstico preciso.” finaliza Dr. Hugo Noal, médico infectologista no Hospital de Clínicas de Passo Fundo.

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