A entrada pública do Papa no hospital, assim como o próprio anúncio feito no Angelus do último domingo (11/10), foi um evento público que causou surpresa coletiva e despertou um forte sentimento de ternura por um homem que não escondeu sua fragilidade física e se confiou às orações de todos. As pessoas — centenas delas — aglomeradas no Gemelli, que aguardavam o Pontífice desde as primeiras horas da manhã, falaram de “ternura”, de fato, e também de “emoção”, mas não de “preocupação”. Ninguém havia dado previsões sobre o horário de chegada, nem havia certeza quanto ao trajeto. Apenas suspiros contínuos a cada sirene da polícia e os olhos fixos no céu: “Ah, mas ele não deveria vir de helicóptero?”, pergunta uma senhora. E, de fato, um helicóptero apareceu sobre a praça quando a comitiva de carros de segurança atravessou os portões do Gemelli, desviando a atenção do carro escuro com o Papa a bordo, que chegou poucos minutos depois de sair do Vaticano, às 12h57.
Aplausos e gritos acompanharam toda a entrada do Papa no hospital. De pé para recebê-lo estavam os dirigentes da Fundação Hospital Universitário Agostino Gemelli IRCCS: o presidente Daniele Franco, o diretor-geral Daniele Piacentini e o diretor médico Andrea Cambieri. Em seguida, homens, mulheres, idosos, algumas crianças e muitos pacientes em cadeiras de rodas, aos quais Leão se aproximou para uma breve saudação.
A mesma multidão que se via do lado de fora também estava presente lá dentro, formando uma fila, quase um cortejo, que acompanhou o trajeto do Papa até o elevador do décimo andar. Aquele que, com as muitas internações de João Paulo II e as igualmente numerosas de Francisco, havia se tornado o apartamento papal do famoso “Vaticano III”. Todos tentaram apertar a mão do Papa ou dizer-lhe uma palavra. Mas há também quem, como um grupo de religiosas — que se esquivaram diante das câmeras —, preferiu permanecer rezando na capela dedicada, mais uma vez, a São João Paulo II, onde, às 18h desta terça-feira (13/10), o cardeal vigário Baldo Reina vai presidir a oração do terço junto, idealmente, com toda a diocese de Roma. “É a maior ajuda que podemos oferecer”.
A mensagem da reitora da Universidade Católica
Uma mensagem de saudação ao Papa também veio da reitora Elena Beccalli, que, “em nome de toda a família da Universidade Católica do Sagrado Coração”, expressa em um comunicado a sua “afetuosa proximidade” ao Papa Leão. “Neste momento de internação hospitalar, manifestando o forte vínculo que une a Universidade à Fundação Hospital Universitário Agostino Gemelli IRCCS, o acompanhamos com nossas orações e com profunda gratidão por seu magistério, que nos exorta a colocar no centro a dignidade de cada pessoa e a construir o diálogo e a paz”.
FONTE: VATICAN NEWS











