A Prefeitura de Passo Fundo e a Coleurb Coletivo Urbano Ltda. assinaram, nesta quinta-feira (15) o contrato da nova concessão do transporte coletivo urbano do município. O acordo estabelece as condições para a operação do sistema pelos próximos 20 anos e prevê melhorias na frota, na acessibilidade, na segurança e no acompanhamento da qualidade do serviço. A nova etapa também marca a saída da Codepas da operação do transporte coletivo.
A Coleurb foi a única empresa a apresentar proposta na licitação, cuja abertura ocorreu em agosto. O edital prevê renovação da frota, limite de idade para os veículos, acessibilidade em todos os ônibus, monitoramento por câmeras, GPS, bilhetagem eletrônica integrada, implantação gradativa de ar-condicionado e indicadores de desempenho para avaliar a qualidade do serviço. A Prefeitura também ampliará o acompanhamento e a fiscalização do cumprimento das obrigações previstas no contrato.
O novo contrato prevê obrigações que exigem investimentos e adaptações operacionais. O procurador-geral do Município, Giovani Corralo, destaca que a assinatura do contrato dá início a uma nova etapa, que envolve tanto a implantação das melhorias quanto o acompanhamento do serviço pela administração municipal. “A assinatura do contrato consolida uma nova etapa para o transporte coletivo de Passo Fundo. Além das melhorias previstas para o sistema, o processo exige planejamento e acompanhamento para garantir a transição entre as operações, a continuidade do serviço e o cumprimento das obrigações estabelecidas no edital.”
O diretor da Coleurb, Carlos Henrique Pereira, considera a assinatura um marco para o município e destaca que o contrato oferece maior segurança para os investimentos necessários à modernização do sistema. “É um marco para a cidade, uma coisa esperada por todo mundo durante muito tempo. Para nós, é muito importante porque temos a oportunidade de ter maior segurança em relação aos investimentos a serem feitos”, afirma.
Entre as melhorias, Pereira destaca a substituição dos equipamentos de bilhetagem por tecnologia de última geração, que permitirá o pagamento da passagem por Pix e por cartões de crédito e débito diretamente nos ônibus. Segundo ele, a mudança também deverá reduzir a circulação de dinheiro em espécie dentro dos veículos, ampliando a segurança para passageiros e trabalhadores.
Os novos equipamentos permitirão ainda o controle das gratuidades por biometria facial. A instalação de câmeras de monitoramento em todos os veículos também está prevista no contrato. Outro investimento importante será a renovação de aproximadamente 70 ônibus, número que representa cerca de 60% da frota. De acordo com o diretor, a substituição dos veículos está relacionada ao cumprimento da idade média prevista no contrato e ocorrerá durante o período de transição de 180 dias. “Essas são melhorias que a população vai começar a enxergar na própria frota, além daquilo que está previsto no contrato, como a questão do ar-condicionado nos coletivos”, ressalta Pereira.
Transição dos trabalhadores
Uma das etapas previstas após a assinatura é a seleção dos funcionários da Codepas pela empresa vencedora. Em dezembro de 2026, a Coleurb deverá realizar um processo de seleção prioritário para esses trabalhadores. A intenção da empresa é absorver todos os funcionários da Codepas, conforme as etapas de contratação.
Para janeiro e fevereiro de 2027, está prevista a operacionalização do Plano de Desligamento Voluntário (PDV) destinado aos empregados da Codepas, proposta que está em negociação e o plano busca viabilizar desligamentos por adesão voluntária, com benefícios negociados com o sindicato da categoria, sendo a que a adesão não será obrigatória.
A transição dos trabalhadores da Codepas para a Coleurb está prevista para começar em março de 2027. O cronograma organiza a passagem dos funcionários para a nova operadora, enquanto a Codepas deixa de atuar na prestação do serviço de transporte coletivo.
A saída da Codepas da operação ocorre em um contexto de déficits acumulados ao longo dos anos no segmento, associados, entre outros fatores, às mudanças no setor e à redução do número de passageiros. A empresa não participou da nova licitação, e o edital estabeleceu a prioridade de contratação dos seus trabalhadores pela concessionária vencedora.











