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Outubro Rosa: Prefeitura promove acesso a implantes contraceptivos e soma mais de 3,4 mil procedimentos gratuitos Implante que previne a gravidez por até três anos está disponível na rede municipal, que também oferece outros métodos e orientação para a escolha mais adequada

Foto: Michel Sanderi

A Prefeitura de Passo Fundo, por meio da Secretaria de Saúde, ampliou o acesso gratuito ao implante contraceptivo e contabilizou 3.416 procedimentos desde o início da oferta, em 2024, até a primeira quinzena de outubro de 2026. Conhecido como Implanon, o método ajuda a prevenir a gravidez por até três anos e integra os serviços oferecidos pela rede municipal para que as mulheres possam planejar se e quando desejam ter filhos.

A iniciativa começou com a compra dos dispositivos pelo município, inicialmente para atender mulheres em situação de rua e de baixa renda. Com a ampliação dos critérios de acesso nos anos seguintes, o serviço passou a alcançar mais mulheres. Foram realizadas 254 colocações em 2024, 567 em 2025 e 2.595 somente em 2026, até a primeira quinzena de outubro. O atendimento mantém prioridade para mulheres de baixa renda.

“Queremos que as mulheres saibam que podem contar com a rede municipal para receber orientação e escolher o método contraceptivo mais adequado para sua vida. Por isso, ampliamos o acesso ao implante e mantemos a oferta de outras opções gratuitas. Esse cuidado começa na escuta, no esclarecimento das dúvidas e no respeito à decisão de cada mulher”, afirma a secretária de Saúde, Caroline Gosch.

A ampliação do acesso aos métodos contraceptivos também está alinhada às ações do programa Meu Bebê, Meu Tesouro, voltado ao cuidado com a saúde materno-infantil. O planejamento reprodutivo integra as estratégias do município para prevenir gestações não planejadas, especialmente na adolescência, e contribuir para a redução de situações de risco durante a gestação.

A escolha começa na unidade de saúde
Para conhecer o implante ou os demais métodos disponíveis, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa e solicitar informações sobre a consulta de planejamento familiar. Nesse atendimento, a mulher pode esclarecer dúvidas e avaliar, junto com o profissional, qual opção é mais adequada às suas necessidades, preferências e condições de saúde.

A rede municipal continua oferecendo pílulas anticoncepcionais, injeções mensais e trimestrais e o sistema intrauterino hormonal, conhecido como DIU Mirena. Desde o início da oferta do Mirena, em 2025, foram realizadas 221 colocações em setembro. “A mulher não precisa chegar à consulta com um método escolhido. Nossa equipe explica como cada opção funciona, quais são os cuidados necessários e os possíveis efeitos durante o uso, para que ela possa fazer essa escolha com orientação e mais segurança”, destaca a secretária.

A colocação do Implanon é realizada a partir do atendimento nas unidades e está disponível para todas as mulheres. No caso do Mirena, o procedimento é realizado nas unidades com atendimento de ginecologista. O acesso começa igualmente pela unidade básica de saúde: após a consulta de planejamento familiar e a avaliação do método, o profissional orienta e encaminha a mulher ao serviço indicado. “A orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa. Como a disponibilidade de profissionais pode mudar, a equipe vai informar sobre como funciona o atendimento e indicar o local onde poderá ser realizado o procedimento”, acrescenta Caroline.

Como funciona o implante
O Implanon é um pequeno bastão colocado sob a pele do braço por um profissional habilitado, com anestesia no local. Ele libera um hormônio que atua na prevenção da gravidez e pode ser utilizado por até três anos.

Antes da colocação, o profissional avalia possíveis contra indicações e explica o procedimento e os cuidados posteriores. Durante o uso, podem ocorrer mudanças no padrão da menstruação. Dúvidas, desconfortos ou outras alterações devem ser conversados com a equipe de saúde.

A mulher pode solicitar a retirada antes de completar três anos. Tanto a colocação quanto a retirada precisam ser realizadas por profissional habilitado, e a unidade de saúde pode orientar sobre o atendimento.

Como as primeiras colocações na rede municipal ocorreram em 2024, as mulheres que receberam o implante naquele ano começarão a completar, em 2027, o período de três anos de utilização. A orientação é que essas usuárias procurem a unidade de saúde para avaliar a continuidade do método e receber orientações sobre a retirada ou eventual substituição do dispositivo, conforme suas necessidades e a avaliação profissional.

O implante e os demais métodos contraceptivos citados não protegem contra infecções sexualmente transmissíveis. Por isso, o uso de preservativos continua sendo importante.

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