Grupo Planalto de comunicação

Novo programa prevê construção de 40 moradias para famílias que moram em áreas de risco

 

Após os alagamentos registrados em diversos bairros de Passo Fundo em decorrência das fortes chuvas, a Prefeitura anunciou a criação do programa habitacional Minha Casa Segura. A iniciativa tem como objetivo retirar famílias que vivem em áreas de risco e oferecer novas moradias em locais com infraestrutura urbana, próximos a escolas e unidades de saúde.

Nesta primeira etapa, estão previstas a construção de 40 casas, com aproximadamente 48 metros quadrados cada. O modelo escolhido será o de casas modulares, com custo estimado entre R$ 50 mil e R$ 60 mil por unidade. A proposta prevê que o município disponibilize os terrenos já com infraestrutura e providencie a instalação das moradias.

Segundo a Prefeitura, a utilização de casas modulares foi definida pela possibilidade de agilizar o processo de construção e permitir que as famílias sejam transferidas o mais rapidamente possível. A previsão é de que as unidades sejam entregues em até seis meses.

O programa também poderá contar com medidas compensatórias envolvendo empresas que tenham débitos com o município. Nesses casos, as empresas poderão adquirir as casas e realizar o pagamento à Prefeitura, que destinará as unidades ao programa habitacional.

Outro ponto previsto é impedir que as áreas de risco voltem a ser ocupadas após a transferência das famílias. A administração municipal pretende adotar medidas de bloqueio e proteção desses locais para evitar novas ocupações.

A proposta envolve a participação de todas as secretarias municipais. Conforme a Prefeitura, as 40 unidades representam apenas a primeira fase. A possibilidade de ampliar o programa dependerá dos resultados obtidos nesta etapa.

Próximos passos

Entre as medidas previstas para dar andamento ao Minha Casa Segura estão a elaboração de um projeto de lei, que será encaminhado à Câmara de Vereadores, a revisão do mapa das áreas de alagamento e risco, a definição do orçamento e dos modelos de casas.

Também está prevista a identificação de possíveis empresas parceiras para as medidas compensatórias e a organização da documentação dos terrenos previamente selecionados.

A Prefeitura afirma que a prioridade é acelerar os procedimentos para viabilizar a transferência das famílias que vivem em locais sujeitos a alagamentos e outros riscos.

Programa Minha Casa Segura terá adesão voluntária e atenderá famílias já identificadas em áreas de risco

A participação no programa Minha Casa Segura será voluntária. Segundo a Prefeitura, o município já possui um levantamento das famílias que vivem em áreas sujeitas a alagamentos e fará contato com os moradores para apresentar a proposta e explicar as condições. Poderão participar somente famílias que já residiam nas áreas contempladas na data de lançamento do programa. A transferência será acompanhada pelas equipes municipais, com o objetivo de organizar o processo e garantir que as mudanças ocorram para locais seguros.

Outro ponto previsto é a criação de um comitê intersetorial, responsável pela coordenação do programa, com representantes das secretarias municipais envolvidas. O projeto de lei que será encaminhado à Câmara de Vereadores deverá estabelecer os critérios para participação, as responsabilidades do município e os procedimentos para a transferência das famílias. A proposta também prevê intervenções nas áreas desocupadas, respeitando suas características ambientais e buscando impedir novas ocupações. As moradias pré-fabricadas de madeira, com 48 metros quadrados, têm previsão de entrega no primeiro semestre de 2027.

Facebook
Twitter
WhatsApp