A Juiza de Direito da Comarca de Soledade, Karen Pinheiro, divulgou por volta das 21h00, o resultado final do julgamento realizado nesta terça-feira, 25/11, que teve como réu Mairol Batista da Silva, 41 anos, acusado de ser o mandante de seis homicídios e uma tentativa de homicídio que aconteceram na Fazenda Santo Augusto.
Depois de praticamente 10 horas de julgamento, a sentença foi prolatada com a condenação do reú por homicídio duplamente qualificado, com pena de 118 anos de reclusão, regime inicialmente fechado, podendo apelar em liberdade.
Foram mortos o comerciante passo-fundense Augusto Cavallari Guion, 59 anos (conhecido Marau), sua mulher Liamara Cavallari Guion, 48, a sobrinha do casal, Ana Maria Cavallari, 15. Morreram ainda o capataz de Guion, Omiro Adelar Graesse, 53, sua mulher, Nice Graesse, 45, e o filho do casal Alessandro Graesse, 16. Uma adolescente com 13 anos na época, hoje com 26, filha do comerciante, sobreviveu à chacina.
Durante todo o dia, a movimentação foi muito intensa, inclusive o salão do júri ficou totalmente lotado para que os assistentes acompanhassem os debates entre defesa e acusação, que foram bastante acirrados, cada um defendo a sua tese.
O Tribunal do Júri, considerado um dos mais polêmicos dos últimos anos, foi presidido pela Juíza Karen Pinheiro. Na acusação atuaram os promotores Fabiano Dallazen e Tânia Bittencourt e o advogado Nereu Lima, Na defesa do Mairol Batista da Silva atuou o advogado Osmar Teixeira.
Créditos: Paulinho Paes/Rádio Cristal (Soledade).