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Advogado de Porto Alegre deve defender Maurício Dal Lagnol

Ricardo de Oliveira Silva Filho,  de Porto Alegre, deverá  ter a árdua tarefa de defender  o colega Mauricio Dal Lagnol, da acusação de ter lesado  cerca de  30 mil clientes acionistas da antiga CRT (Companhia Riograndense de Telecomunicações), que buscavam o ressarcimento de resíduos de ações, depois que a companhia pública de telefonia foi privatizada pelo governador Antonio Brito. 

 Conforme fontes informativas da Rádio Planalto,  Silva Filho,   que chefia  a renomada banca Silva & Berthold  Advogados,  está sendo requisitado  para a defesa de Dal Lagnol.  O advogado tem experiência na defesa de empresários   junto ao Tribunal de Justiça e Ministério Público.   Ele já teria atuado  em defesa do acusado em 2005 quando este enfrentou o tribunal da OAB RS que tentou lhe cassar o registro devido a uma acusação de “parceiros”, uma espécie de terceirização de serviços, prática que era questionada pela entidade maior da categoria e também em 2010 quando  houve uma investigação da  polícia de Minas Gerais no escritório de Passo Fundo, devido a suspeita de evasão de divisas.

 Silva Filho não atendeu ao telefone celular durante o final de semana. A defesa deverá solicitar o desbloqueio dos bens do advogado , alegando a necessidade de pagamento de despesas de pessoal com os 40 funcionários do escritório de Passo Fundo e demais escritórios.

 Na operação realizada pela Polícia Federal na sexta-feira,  além de  de  cerca de R$ 1 milhão em moeda corrente nacional encontrada na residência do acusado, foram recolhidos R$ 60 mil do escritório que seriam utilizados para pagar contas nessa segunda-feira, inclusive, de pessoal.

 O confisco dos bens, embora em alguns casos possa ter trânsito em julgado, corre o risco de ser cassado em instâncias superiores da Justiça,  porque alguns imóveis foram adquiridos em prestações e ainda  estão sendo pagos.

Embora não tenha sido estabelecida multa e sim deferida ordem de prisão,  existe a possibilidade de Dal Lagnol tentar uma negociação para se apresentar a Polícia Federal.

 

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