O advogado Jader Marques, defensor de Leandro Boldrini, protocolou na noite dessa quarta-feira o pedido de revogação da prisão temporária do médico, atualmente detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). O médico é suspeito de participação no assassinato do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos.
O advogado de Leandro sustenta que tanto a madrasta do menino, a enfermeira Graciele Ugulini, quanto a assistente social Edelvânia Wirganovicz confessaram o crime, não havendo mais motivos para manter Leandro Boldrini preso.
“Depois do depoimento da Graciele fechou-se o ciclo necessário com os depoimentos dos três suspeitos. O crime foi desvendado no seu modo, a autoria está definida com a confissão das duas autoras, e não há qualquer elemento referente a Leandro”, afirmou Jader.
O advogado adianta também que ingressará nesta sexta-feira com um requerimento pedindo o fim do segredo de justiça no que tange a Leandro Boldrini. Segundo o defensor, a Polícia Civil está se escondendo atrás deste bloqueio de informações.
“Se o segredo de Justiça impede a delegada de Polícia de trazer a público as provas relativas a Leandro, eu estou formulando um requerimento ao magistrado de autorização para que as provas sejam divulgadas. Porque não é possível que a autoridade se esconda atrás do segredo de justiça e não apresente nenhum elemento. É uma condenação antecipada com base em um segredo não revelado”, apontou.
A enfermeira Graciele Ugulini está detida na Penitenciária Modulada de Ijuí, no Planalto Médio, enquanto a assistente social foi transferida para a Penitenciária Feminina de Guaíba.
Fonte: Rádio Guaíba











