Enquanto o Rio Grande do Sul mantém a baliza como etapa obrigatória do exame prático de habilitação à CNH, a discussão sobre a necessidade dessa manobra cresce no Brasil. Em Amazonas, Espírito Santo, Santa Catarina e São Paulo, não há mais a exigência, com os seus Detrans concentrando a avaliação em situações de trânsito real, como conversões, respeito à sinalização e condução segura.
Para especialistas, a flexibilização faz parte de uma tendência nacional de simplificação do exame, mas gera debates sobre a preparação dos novos motoristas. O Departamento de Jornalismo da Rádio Planalto News (92.1) realizou a abordagem do tema em nível local. Em Passo Fundo, a instrutora de trânsito Cristiane Antunes Pitão, com 17 anos de experiência, reforça que a baliza continua sendo essencial para o aprendizado.
“Mesmo sendo uma simulação, a baliza ensina o aluno a lidar com o espaço, a coordenação do veículo e a sinalização, que são habilidades fundamentais no trânsito real”, explica Cristiane. Segundo a instrutora, muitos alunos reprovam não por falta de prática, mas pelo nervosismo, já que o teste faz parte da primeira etapa da prova prática.
Cristiane alerta ainda que, mesmo com o avanço de tecnologias como sensores e câmeras de ré, a manobra não pode ser substituída. “A tecnologia ajuda, mas não substitui o conhecimento básico. É preciso entender espaço, tempo e direção para dirigir de forma segura”, afirma.
A retirada da baliza em alguns estados também levanta preocupações sobre a segurança no trânsito, já que motoristas podem começar a dirigir sem desenvolver habilidades consideradas básicas por instrutores experientes. No Rio Grande do Sul, a manobra continua sendo cobrada e considerada indispensável, reforçando a importância da prática para formar condutores mais preparados.
Reportagem: Kaique Albuquerque, Edson Silva













